quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Na Grécia da crise


A propósito desta  notícia que li logo pela manhã, pensei, relativamente à Grécia:


Estão mal, muito mal, mas com a nobreza e dignidade necessárias para medidas destas tomarem em defesa dos mais vulneráveis.

 No meio de mais uma crise do capitalismo que trucida os países mais frágeis e os torna (tornou) cada vez mais dependentes dos grandes centros financeiros e políticos mundiais, a Grécia, apesar de tudo, não tem mostrado a arrogância de muitos dos nossos ministros nem da nossa governação, prepotente, tendenciosa, perversa, bem ao jeito de quem está na Política não com espírito de missão e dedicação ao outro, mas, numa posição de subalternidade que em nada honra o orgulho de um país e que em nada enobrece quem por “nós” delegado foi para nos representar em nome de valores como a democracia e a soberania nacional.

Como lacaios à espera da recompensa, perfeitamente esvaziados do QUERER e do SER, estão estupidamente servis a todas as ordens de comando do grande capital, mesmo com o sacrifício e a morte lenta do seu povo, ao qual tudo se lhe pede e tudo se lhe tira, até a vida ou a dignidade com que a vivem.

Formatados no servilismo que os tem caracterizado, moldado e estupidificado, os nossos governantes levarão bem fundo a nossa indignação mas, também, a nossa miséria, a nossa fome.

Servos e senhores. Senhores e servos.

Não se olha a meios para resolver (mais uma vez) os graves problemas sociais que políticas desastrosas assentes num capitalismo devastador e desumano têm provocado.

Não se tem olhado para a História e há quem interessado esteja que dela nos esqueçamos.

Mas as guerras mundiais, ambas despoletadas pela Europa e iniciadas na Europa jamais se esquecerão, como jamais se esquecerá a prepotência de uma Alemanha dos horrores que, sobretudo a partir dos anos 30 do século XX, para sempre nos perturbou.

E essa, foi também uma Alemanha de incumprimentos – a Alemanha de Hitler -, o monstro nazi que, também em nome da grandeza da nação e da conquista de “espaço vital” deixou atrás de si um lastro de sangue que jamais se esquecerá.

No meio da crise actual e do desespero que a mesma tem causado, ainda há quem sensível seja e sensível se mostre perante o pior dos desesperos, que é dar dignidade a quem nem voz tem para se fazer ouvir.
Nazaré Oliveira

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Ajudem a Síria!

Incrível o que se faz! Até nos hospitais!

A Síria dos horrores!

Mais uma vergonha, o que está a acontecer na Síria! O massacre e a tortura dos que heroicamente, reivindicam a LIBERDADE, mas, sobretudo, a DIGNIDADE como país e como povo.

Que vergonha, a posição da Rússia na ONU!
A posição da Rússia e a posição da China.


Vejam a posição do representante da Rússia!

Na O.N.U., os demais membros permanentes - Estados Unidos, França e Reino Unido - tentaram convencer principalmente a Rússia a aceitar a resolução. As negociações duraram toda a semana e continuaram até ao último minuto, ganhando intensidade após a denúncia do massacre em Homs, possivelmente o episódio mais violento desde o início da revolta contra Assad, há 11 meses. "É um dia triste para o Conselho de Segurança, para os sírios e para a democracia", disse o embaixador francês na ONU, Gerard Araud.

Arevés do porta-voz Martin Nesirky, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, declarou que o veto sino-russo à resolução "enfraquece o papel das Nações Unidas e da comunidade internacional neste momento em que as autoridades sírias deveriam escutar uma só voz, pedindo o fim imediato da violência contra o povo sírio".

Pouco antes da votação, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que o ataque em Homs mostrou a "brutalidade impiedosa" de Assad e fez um apelo para que o Conselho de Segurança aprovasse a resolução.

"Assad deve pôr fim agora à sua campanha de assassinatos e de crimes contra o seu próprio povo. Deve dar um passo atrás e permitir que comece de imediato uma transição democrática", afirmou Obama, em comunicado.

Em Munique, onde líderes participaram de uma conferência sobre segurança, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, teve uma discussão acalorada com o chanceler russo, Sergey Lavrov, tentando convencê-lo a apoiar a medida.

O ministro francês das Relações Exteriores, Alain Juppé, considerou o massacre em Homs de “crime contra a humanidade” e enviou um recado para a Rússia dizendo que “aqueles que bloqueiam a adoção da resolução da ONU estão a assumir uma responsabilidade grave e histórica”.

Lavrov, porém, afirmou que a Rússia via dois problemas "cruciais" na resolução da ONU: poucas ressalvas à atuação de grupos armados de oposição e o potencial para prejudicar o diálogo nacional entre as forças políticas.

De acordo com o relatório da Amnistia Internacional, os manifestantes internados em hospitais estatais da Síria estão a ser sujeitos a tortura por parte dos médicos e enfermeiros.

Pacientes de, pelo menos, quatro hospitais geridos pelo Governo, foram torturados e mal atendidos por parte do 'staff'.

Tendo estado envolvidos no tratamento de protestantes feridos durante as manifestações, houve trabalhadores desses hospitais que também foram presos e torturados.

O relatório da organização para os direitos humanos revela que o Governo da Síria está a utilizar este método repressivo como forma de esmagar a oposição.
 
De acordo com o The Guardian, as autoridades sírias parecem ter dado 'carta branca' às forças de segurança para identificarem e torturarem manifestantes feridos e hospitalizados.

Um médico do hospital militar da cidade de Homs garantiu à Amnistia Internacional que viu quatro médicos e mais de vinte enfermeiras a agredir pacientes.
 
Entrevistada pela AI, uma testemunha - que se encontrava na sala de espera do hospital de Tel Kelakh - conta que viu um homem inconsciente ser entregue no hospital após um confronto com as forças de segurança. Ao acordar «estava rodeado de sete ou oito seguranças e de algumas enfermeiras. Quando abriu os olhos e disse: 'Onde estou?', o grupo que o rodeava começou subitamente a agredi-lo».

Neste momento os feridos evitam os hospitais públicos e procuram tratamento em hospitais privados, caso tenham possibilidades para tal, ou em hospitais de campanha mal equipados e com poucas condições.

O alto-comissário da ONU para os direitos humanos calculou que pelo menos 2.600 pessoas já terão morrido na Síria desde Março, mês em que se iniciaram os protestos contra o regime e a subsequente repressão das forças de Bashar al-Assad, presidente do país.

O número foi revelado por Navi Pillay, alto-comissário da ONU para os direitos humanos que sustenta a informação em «fontes credíveis presentes no terreno», ao memo tempo que classifica a situação síria como «ainda terrível» à medida que as forças do regime prosseguem os seus actos de repressão.

A ONU intensifica o seu alerta pois, defende Pillay, o panorama agravou-se «desde que o Conselho de Direitos Humanos e o Conselho de Segurança aprovaram uma resolução na matéria».

As declarações, proferidas esta segunda-feira a partir de Genebra, sede da organização, surge no mesmo dia em que o seu conselho anunciou que três peritos independentes em direitos humanos vão coordenar uma investigação internacional na Síria incidente sobre os abusos de direitos humanos.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

No Dia Mundial da Luta Contra o Cancro




No Dia Mundial da Luta Contra o Cancro, quero homenagear todos os lutam contra este cobarde invasor e destruidor das suas vidas, e quero homenagear, também, todos os que estudam e tentam travar este temível e terrível adversário, procurando a sua cura através de um trabalho e de um estudo que, em Portugal, é "tão esquecido" e tão pouco divulgado nos media, ao contrário dos golos , dos jogos e vidas privadas de alguns futebolistas, treinadores, de alguns dirigentes de clubes, de alguns models, das novelas, da dita socialité, de certos e certas apresentadoras de TV, de certos e certas cantoras "feitas à pressa", de certos atores e atrizes, de muitos e muitos gestores e banqueiros, de muitos e muitos deputados e ministros, enfim, de um triste país, pequeno país, que se encosta às pequenas coisas de mesquinha gente, esquecendo quem GRANDE O FAZ OU VAI FAZENDO, discretamente, humildemente, quase em silêncio!

Uma palavra de apreço, também, para os médicos e enfermeiros que dedicadamente trabalham nos hospitais e que tornam melhores os dias dos doentes oncológicos e os ajudam a suportar uma dor que breve os levará, com um sorriso, com dignidade, mesmo sabendo que o fim do caminho se avizinha e que sempre deles se abeirou, sem esquecer os que fazem do voluntariado nesta área uma forma, também, de amarem e de se darem a quem mais precisa.

No entanto, tal como disse o Presidente do Colégio de Oncologia (3.2.2012), é lamentável que continue a não haver um plano nacional que identifique necessidades e meios para diagnosticar e tratar o cancro, lembrando que os doentes andam “perdidos" e sem orientações concretas sobre os tratamentos.
Jorge Espírito Santo (JES), chamou a atenção para o facto de, em Portugal, "a doença oncológica ser o parente pobre" da área da saúde, lembrando que “há muita coisa para fazer”, sobretudo numa altura dramática como a que vivemos, na qual serão (e já estão) a ser duramente e desumanamente tratados estes e outros doentes crónicos, sem meios para continuar os tratamentos, sem dinheiro para a compra de medicamentos, para o aluguer de táxis, ambulâncias, para pagamento de exames auxiliares de diagnóstico específicos, sem falar da fome que grassa já nas suas casas e da falta de condições que a invernia vem agravando, estes, estes pobres doentes condenados, são o pior dos rostos da desgraça à qual o capitalismo selvagem os lançou, o pior dos rostos de uma justiça social e de uma política económica e financeira que continua a não olhar a meios para atingir os seus fins, mesmo que esse fim seja o pagamento de uma dívida para a qual nunca contribuíram, desgraçadamente secundarizados que estiveram, sempre, das luzes da ribalta, sempre negadas, sempre vedadas, até no momento em que uma morte digna seria o mínimo que um país decente deveria facultar para quem sempre dedicado lhe foi e até servil.

Este país não está a ser sério nem justo com as políticas de saúde que tem implementado! Sobretudo para com os doentes oncológicos e os doentes crónicos!
No caso dos doentes oncológicos, a Liga Portuguesa Contra o Cancro - Núcleo Regional Norte (LPCC/NRN)e, refere que Portugal gasta muito menos com um doente oncológico do que a média da União Europeia.

Segundo um estudo divulgado em 2009, a verba aplicada em Portugal em doentes de cancro representava 3.9 por cento do orçamento para a saúde, contrastando com os 8.15 por cento que representam os gastos com as doenças cardiovasculares e, de acordo com os números do INE relativos a 2010, os cancros na laringe, brônquios e pulmão são os que provocam mais mortes em Portugal (4.046), seguindo-se o cancro do cólon (2.650 mortes), do estômago (2.323), do tecido linfático (2.009) e da próstata (1.786 casos mortais registados).

«Os recursos que são consumidos no combate ao cancro - desde a prevenção até aos cuidados paliativos - são muito mais baixos do que o impacto que a doença tem na sociedade», defendeu JES.
Lembrando o «bolo global da área da saúde», o especialista critica o facto de a fatia gasta com o cancro ser «muito mais pequena do que o impacto da doença na sociedade».

Recordo que, segundo dados da Liga Portuguesa Cotra o Cancro, em 2010 morreram 42 mil pessoas, mais 20 por cento do que no ano anterior, e deverá «dentro de cinco a seis anos» tornar-se na principal causa de morte no país, ultrapassando as doenças cardiovasculares.
Três anos passados sobre a divulgação da Carta de Princípios de Coimbra e terminada a vigência dos quatro Planos Oncológicos Nacionais, “não temos nada para os substituir”, disse JES, acrescentando que "não se pode intervir numa área tão importante como o combate ao cancro sem envolver todos os atores: a ordem, as sociedades científicas e os doentes”.

E a sensibilização e sensatez dos nossos políticos, digo eu, quando propõem e, sobretudo, quando votam medidas legislativas que continuam a penalizar quem mais penalizado não pode estar – os condenados com esta doença (o cancro) – e o sofrimento horrível e indescritível dos seus familiares que, em silêncio, sufocam a dor e a raiva de uma morte anunciada.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Uma das notícias mais tristes que li!

Esta é uma das notícias mais tristes que tenho lido!
Ao que levou a pressão que exerceram sobre este homem e sobre o seu companheiro de sempre, o seu cão, que teve de eutanasiar!

Por que é que as pessoas não compreenderam que este homem era um homem de caráter, de valores, para quem "abater o seu amigo" seria, também para ele, o fim?

E foi.

Pôs termo à vida depois de ter sido pressionado a fazer o que fez ao seu (inocente) animal.

Chorei, confesso-vos, como sempre choro quando a revolta de outro modo não posso exteriorizar.


Nazaré Oliveira

1/28/2012 7:12 AM PST BY TMZ STAFF
Struggling Soap ActorCommits Suicide AfterEuthanizing Beloved Dog
Nick Santino and his beloved dog


A soap actor killed himself this week on his 47th birthday ... hours after he was forced to put his beloved dog to sleep under pressure from his Manhattan condo.

According to the NY Post the building had a ban on pit-bulls, but Nick Santino's dog had been grandfathered in ... which didn't sit well with some of the neighbors. Some claimed the dog was loud and aggressive, but others said building management was just harassing Santino ... trying to force him to get rid of the dog.

Santino had Rocco put to sleep on Tuesday -- for some reason he felt that was his only option.

According to the paper, a tearful Santino brought dog treats to the doorman and said, "Give these to the other dogs. Rocco is no more."

Later that day Santino left a suicide note that read, "Today I betrayed my best friend and put down my best friend ... Rocco trusted me and I failed him. He didn't deserve this."

Santino -- who has appeared on "All My Children" and "The Guiding Light" -- OD'd on pills early the next morning.

Rocco was cremated and friends told the Post Santino will be too.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

domingo, 29 de janeiro de 2012

Prós e Contras em Angola


Tenho lido comentários e críticas muito pouco construtivas e muito pouco elegantes sobre a jornalista Fátima Campos Ferreira e o programa Prós e Contras que fez a partir de Angola, dia 16 deste mês.

É lamentável, muito lamentável e até de um profundo cinismo e hipocrisia, que essas críticas venham e continuem a vir de gente que defende a Lusofonia e a cooperação entre os povos, mesmo de jornalistas de jornais ditos conceituados mas que, verdadeiramente, só estão interessados em denegrir quem a paz, a coesão entre os povos e a cordialidade das relações entre eles defende.

Foi isso que a FCF e a RTP foram fazer e permitir: um REENCONTRO. O REENCONTRO.

Mais a mais, quem a critica e quem o programa criticou, que tem feito em prol desse estreitamento de relações que tanto propagandeia? Agarrados que (só) estão a um passado histórico que existiu, estão longe de contribuir, como fez esta equipa e o programa, para um presente que é preciso renovar e incentivar, numa óptica de respeito pela soberania dos povos e pela própria intervenção jornalística que não tem nem deve ser sensacionalista nem catastrófica. Foi um programa que perspectivou um futuro promissor para muitos portugueses e para muitos angolanos que residem em Portugal.

Gostei de sentir isso porque acredito que a História de Portugal e a História de Angola não se resumirá, nunca, só à História do Colonialismo. E o programa mostrou, mesmo pelo nível dos intervenientes e pelos projectos que estão e pretendem levar a cabo, que outra realidade surgirá e está a surgir, sem aves agoirentas, claro, como estas sobre as quais falo.

Estas, esta gente que a critica, só se interessaria se o programa lhes trouxesse o que afinal também nós sabemos, lá como cá, que é a existência de situações menos boas, quer ao nível da governação quer a outros níveis. Mas o programa, que fez jus ao seu tema – Reencontro -, cumpriu-o. E eu gostei. Gostei muito. Fiquei orgulhosa. Das palavras à música, dos sons às cores…sentimos África. Torcemos por África, pelos angolanos e pelos portugueses.

Aprendi muita coisa. Descobri e refecti muita coisa importante para esse estreitamento de relações entre Portugal e Angola mas, particularmente, descobri que vale a pena esse estreitamento de relações. Afinal, estavam à de quê? De lavagem de roupa suja, de azedumes e da já habitual arrogância portuguesa?

Há pessoas que só olham para o jornalismo sensacionalista e não para o jornalismo sensacional que se faz e que, hoje em dia, é também um parceiro fundamental para o diálogo intercultural e civilizacional que em muito vai contribuir para a mudança de paradigma que tanto se apregoa, e até, para relações diplomáticas mais profícuas entre países, nesta “aldeia global” que o jornalismo e os jornalistas ajudam a crescer.

“A missão histórica e civilizadora” da qual Salazar tanto falava (ver o seu Acto Colonial), parece que ainda mexe muito com certa gente!

Que pena!

Nem nós merecemos esta gente nem deste modo Portugal será o que mundialmente se espera que sejamos (sobretudo na União Europeia): um interlocutor privilegiado nas relações com os países africanos (PALOP)!

Nazaré Oliveira

Parabéns à Universidade do Minho

PARABÉNS à Universidade do Minho! Parabéns aos seus professores e investigadores!

As nossas universidades não estão nos primeiros lugares dos rankings mas têm feito um trabalho NOTÁVEL ao nível da investigação científica, trabalho esse ao nível dos melhores!
E isto, meus amigos, é que conta! Isto é que vai contar para conseguir combater doenças terríveis como estas!

Estou muito orgulhosa!
Um estudo coordenado por uma investigadora da Universidade do Minho descobriu uma molécula-chave que «abre novas perspectivas» no tratamento de doenças como Parkinson, Alzheimer, hipertensão hereditária e cancro.
«Este estudo abre novas perspetivas no tratamento destas e de outras doenças», sublinha Sandra Paiva, da Escola de Ciências da UM.

Como explica, as células produzem proteínas responsáveis pela entrada dos nutrientes disponíveis ou preferidos e destruindo as proteínas que não são necessárias. Naquele estudo, foi descoberta uma molécula-chave envolvida no processo de destruição de proteínas na célula. «Quando a molécula recebe informação da presença de determinado nutriente, destrói então os transportadores indesejáveis», acrescenta.

Segundo Sandra Paiva, os resultados deste estudo representam «um grande avanço» na compreensão dos mecanismos de degradação de proteínas.

«Os defeitos nestes mecanismos estão associados a doenças neurodegenerativas, como Parkinson e Alzheimer, à hipertensão hereditária e ao cancro. Este estudo abre novas perspectivas no tratamento destas e de outras doenças», sublinha.

Lembra que as células de cancro, por exemplo, «necessitam de muita energia e, ao conseguirmos reduzir o número de transportadores, podemos de algum modo privá-las de alimento, tornando-as mais sensíveis à quimioterapia».

Este trabalho utilizou como modelo um microrganismo, a levedura do pão ou da cerveja, que é fácil de crescer em laboratório e partilha uma grande semelhança dos seus genes com os genes em humanos.

A investigação foi realizada por uma equipa coordenada por Sandra Paiva e por Sebastien León, do Instituto Jacques Monod da Universidade de Paris.

A equipa inclui ainda Neide Vieira, Margarida Casal, Carina Cunha e Jéssica Gomes, todas da UMinho, e outros investigadores das universidades de Paris e Madrid.

A investigação acaba de ser publicada no conceituada revista Journal of Cell Biology e foi premiada no 2011 Nature Cell Biology Poster Prize Winners, na Croácia.

Sandra Paiva recebeu o American Club Annual Award 2001 e tem 15 artigos publicados em revistas científicas.

Lusa/SOL

sábado, 28 de janeiro de 2012

Atrás de um grande homem


“A foto da eurodeputada italiana Licia Ronzulli com a filha recém-nascida ao colo durante uma sessão plenária no Parlamento Europeu em Estrasburgo (à esquerda), em outubro de 2010, percorreu o mundo e foi vista como um protesto pelos direitos das mulheres com dificuldade em conciliar a vida laboral e familiar.
Em dezembro de 2011, a bebé Vittoria voltou ao plenário de Estrasburgo (à direita). Um local só para crescidos.”

De facto, as mulheres continuam a ser sacrificadas, se comparadas com os homens, quando se trata da sua vida profissional, esquecendo-se muitos homens (e muitas mulheres também) que a conquista (árdua) da igualdade de género de nada servirá se na prática não for aplicada e respeitada. Por todos.

Apesar da luta incrível que as mulheres têm travado para que essa igualdade deixe de ser mera teorização de um princípio que nunca lhes deveria ter sido negado ao longo da História, na prática, há uma estranha “masculinização” na observância desta e de outras conquistas da mulher que, verdadeiramente, têm entravado a sua entrada, por exemplo, em maior número, na Política, área na qual a mulher, indiscutivelmente, faz muita falta e marca sempre a diferença.

Não quero dizer com isto que se houvesse mais creches, mais jardins de infância, mais infantários, se resolvesse o problema que ainda persiste relativamente ao afastamento da mulher de certas carreiras ou a crítica que às mulheres se faz quando, invocando o acompanhamento dos filhos, necessitam de faltar ao seu trabalho ou (infelizmente) declinam convites para certos cargos. Não.

O que eu penso é que tem de haver uma nova postura das instituições e das políticas face à mulher, à mulher-mãe e, ultimamente, à mulher-mãe-sózinha, à família monoparental, que na prática não existe e que, se existe, prima por uma profunda injustiça que é a subalternização do seu papel como mãe, isto é, a desvalorização do seu papel e função como mãe que na prática mais não é do que a sua penalização como tal, como se ser mãe ou querer ser mãe fosse desde logo um impeditivo para se entrar numa carreira ou se querer entrar e estar na Política, trazendo à baila aquele velho chavão, estúpido e ignorante, que diz que as mulheres são para estar em casa, a coser meias…

Em Portugal, continuamos a não estar muito longe disto. Em certas entrevistas, continua a haver quem pergunte às entrevistadas se tenciona engravidar, se tenciona ter mais filhos…
E mesmo se uma mulher envereda pela sua especialização académica, se se importa com a sua carreira e à mesma se dedica, a primeira das castrações sociais, por estranho que pareça, começa muitas vezes “em casa”!
Em casa e com os vizinhos, com os colegas, agarrados que ainda estão à ideia de que as mulheres, afinal, quando passam à prática, não podem ser como os homens, quero dizer, ter os mesmos direitos e valerem-se deles.

Embora não o confessem, muitos homens dão-se mal com o sucesso profissional das mulheres e com a sua enorme capacidade de trabalho e de resistência!

É urgente esta mudança de mentalidade. Criar mecanismos que deixem as mulheres ser MÃES e que contribuam para que jamais ter filhos possa ser impeditivo de exercer este ou aquele cargo ou abraçar esta ou aquela carreira.
Pelo contrário, que façam com que seja possível conciliar esse amor incondicional e essa responsabilidade que um filho representa, com aquilo que é também legítimo desejar: ter uma carreira, uma profissão, que se quer exercer também com responsabilidade, seja-se deputada, professora, varredora de rua, secretária, polícia, médica, gestora ou outra qualquer.

As mulheres, mulheres-trabalhadoras, continuam a ser as grandes sacrificadas quanto a isto. Sobretudo as mulheres conscienciosas da sua importância, não só em casa mas sobretudo na sociedade.

Já agora: quando ouço que “atrás de um grande homem há sempre uma grande mulher”, sinceramente, não gosto.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Cry me a river

CRY ME A RIVER - Para ouvir (e sentir) sempre!
Aqui, interpretada por cinco das minhas cantoras favoritas.





Basta de corridas!

Recebi hoje na minha página do Facebook esta imagem e este texto (em espanhol) que publico:

 “Y de repente el toro miró hacia mí. Con la inocencia de todos los animales reflejada en los ojos, pero también con una imploración. Era la querella contra la injusticia inexplicable, la súplica frente a la innecesaria crueldad. Esta vez el me tuvo pìedad a mi y me senti la peor basura del mundo."

Comunidad Gaia
De: Fabian Oconitrillo Gonzalez
BASTA DE CORRIDAS!!!!!!!! FUERON LAS PALABARAS DEL TORERO AL VER QUE EL ANIMAL TUVO PIEDAD DE EL Y LE SUPLICABA QUE HICIERA LO MISMO POR EL!!!!

Que imagen mas fuerte por Dios, xq paises disfrutan del sufrimiento ajeno!!!??

 Realmente…
Pobres seres nas mão da pior besta, que é o Homem! O Homem que maltrata, tortura e mata, para diversão, como os toureiros e outros afins! Mas a luta continua! A luta pela dignidade PARA TODOS os seres, humanos e não humanos. Fazer da tortura e do assassínio um espetáculo envergonha-me. No século XXI, numa altura em que a inovação tecnológica e a investigação científica atingem níveis dos quais me orgulho (se colocados ao serviço do bem estar da Humanidade, claro!), numa altura em que as descobertas constantes nos diferentes domínios do SABER deveriam enriquecer a nossa relação com o MUNDO e com a NATUREZA, à qual pertencemos e sem a qual nada seríamos... olhamos para o outro com a pretensa superioridade de quem pequeno é mas sempre "grande" se acha. Uma "superioridade" que historicamente em dor se tornou, dor gerou e com dor se explica e sente. Seja touradas, nazismo, racismo, xenofobia, ditaduras... a luta continua contra a estupidez e a desumanidade de quem a provoca e promove. SÓ O CONHECIMENTO LIBERTARÁ! O CONHECIMENTO SÉRIO DE QUEM CONVICTAMENTE DEFENDE DIREITOS PARA ANIMAIS HUMANOS E NÃO HUMANOS.

Hoje - Dia Internacional das Vítimas do HOLOCAUSTO

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O marido requeria a entrega e depósito judicial da mulher!





Em 1932, em resposta a uma pergunta de António Ferro sobre qual seria o papel destinado à mulher no novo governo e regime (…) Oliveira Salazar afirmou que «…a mulher casada, como o homem casado, é uma coluna da família, base indispensável de uma obra de reconstrução moral» e «a sua função de mãe, de educadora dos seus filhos, não era inferior à do homem». Segundo ele, devia-se deixar «o homem a lutar com a vida no exterior, na rua… E a mulher a defendê-la, no interior da casa».

Para Salazar, os homens e as mulheres não eram encarados como indivíduos mas como membros da família, o núcleo primário «natural» e «orgânico» do Estado Novo corporativo.

As mulheres, que constituíam o «esteio» dessa família tradicional defendida pela ideologia salazarista, tinham sido atiradas pelo regime liberal para o mercado de trabalho onde entravam em concorrência com os homens e, por isso, com o novo regime, deveriam regressar ao «lar». Para defender esse regresso à família e a separação de esferas de actuação entre homens e mulheres, Salazar aparentemente valorizou o papel de mãe e de esposa. Mas a apregoada «superioridade» feminina era derivada da sua função «natural» – portanto biológica.

Como a ideologia salazarista não se pautou pelos conceitos de «cidadania», de «igualdade» e de «liberdade», só aceitou o princípio da «diferença sem a igualdade» em vez «da igualdade na diferença», reservou às mulheres uma esfera própria de actuação – privada e pública – mas não atribuiu ao espaço feminino um valor igual ao do masculino.

(…) As leis que no regime salazarista regularam os direitos políticos das mulheres e a sua situação na família, no trabalho e na sociedade, basearam-se na Constituição de 1933.


Embora afirmando a igualdade de todos os cidadãos perante a lei e negando «o privilégio do sexo», esta incluía uma cláusula que consagrava as excepções ao princípio de igualdade constitucional: «salvo, quanto às mulheres, as diferenças da sua natureza e do bem da família».

(…) O Código do Processo Civil de 1939 reintroduziu o poder concedido ao marido de requerer a entrega e «depósito» judicial da mulher casada. Este possibilitava ao marido, em caso de saída da mulher da casa familiar, exigir judicialmente que ela fosse aí compulsivamente «depositada» em sua casa, como se fosse um fardo.

As mulheres deixaram também de poder exercer comércio, viajar para fora do país, celebrar contratos e administrar bens sem o consentimento do marido. (…) O casamento tornou-se indissolúvel (…) e todos os casados pela Igreja – a larguíssima maioria -, que se separavam, já não se podiam voltar a casar. Esta situação (…) gerou (…) ligações extra-matrimoniais não legalizadas e aumentou o número, já de si grande, dos filhos ilegítimos.

(…) Curiosamente, o Estado Novo foi o primeiro a conceder em Portugal o direito de voto e de elegibilidade às mulheres, embora sob certas condições (…). No entanto, (Salazar) especificou que o voto feminino não tinha sido conquistado pelas mulheres mas «decretado» pelo Chefe.

Texto (parte)  apresentado por Irene Pimentel na sessão de abertura do Congresso Feminista/ 26 de Junho de 2008, in  caminhosdamemoria.wordpress.com

domingo, 22 de janeiro de 2012

Para compreender a linguagem financeira

Achei muito interessante esta publicação no ABC de PPM. De facto, considero cada vez mais necessário que o dito cidadão "comum" tenha um entendimento razoável, mínimo que seja, de assuntos sobre Finanças e Economia. Por razões óbvias, claro!
E a Comunicação Social, sem dúvida, é o grande manual, a grande lição e a grande escola para esse cidadão.
Aqui fica.

Tive hoje a oportunidade de assistir a uma conferência na Universidade de Osaka, em que o orador era o holandês Joris Luyendijk, jornalista e autor de obras recentes sobre as mudanças que o sector da comunicação social está a viver na actualidade. É também o autor de um dos blogues do The Guardian, chamado ‘The Joris Luyendijk Banking Blog – Going Native in the World of Finance’. A intenção do blogue é explicar ao cidadão comum a complexa linguagem do sector financeiro, através do testemunho daqueles que vivem e trabalham no mundo financeiro dia após dia.
Luyendijk salientou que na sua perspectiva hoje vive-se uma guerra entre os políticos e os mercados financeiros. O problema surge quando o nível de responsabilização daqueles que actuam no mercado financeiro é muito menor do que aqueles que actuam nos palcos políticos democráticos. Outro problema surge para a comunicação social, todos sabem que político entrevistar dependendo da problemática que está a ser discutida. Porém quem é que dá a cara pelos mercados financeiros? Normalmente os actores financeiros escondem-se entre influentes firmas de Relações Públicas e não são obrigados a prestar declarações nem a justificarem-se perante os cidadãos do país onde actuam.
Fica aqui a recomendação da leitura da obra aclamada de Luyendijk em inglês "Hello, Everybody!" (UK) or “People Like Us” (US).

in http://abcdoppm.blogs.sapo.pt/

sábado, 21 de janeiro de 2012

Talking about REVOLUTION

Deputados da Assembleia da República optaram por ser carrascos

Aqui ou em qualquer lugar, um carrasco é sempre um carrasco. E o rosto e o olhar de um carrasco é sempre um rosto e um olhar como o deste carrasco.

Ontem, na Assembleia da República esteve em causa o futuro dos Touros e dos Cavalos, em Portugal, baseado numa exigência ética, que se quer para um país civilizado e culto.

Discutia-se uma Petição com mais de sete mil assinaturas de Portugueses conscientes de viverem na modernidade, e em que se pedia a Abolição das Touradas em Portugal, que como se sabe é um acto sádico, medieval e covarde mascarado de “tradição”.

Ontem, deveria optar-se entre a VIDA e a TORTURA. Condenar-se-ia os Touros e os Cavalos ao massacre e ao sofrimento? Ou deixá-los-iam viver em liberdade, como é de seu direito? Essa era a grande questão.

Ontem, os deputados da Nação decidiram.

CARRASCOS OU LIBERTADORES dos Touros e dos Cavalos?

Ontem, para meu grande espanto, os deputados optaram por ser CARRASCOS.

Em nome de quê? Obviamente em nome do lobby económico (ao qual se rendem vergonhosamente) e da ignorância.

Durante vinte minutos, ouviu-se da boca dos representantes dos seis partidos com assento parlamentar, uma enxurrada de “nadas” que envergonhou Portugal e os Portugueses cultos.

Isabel Aguincha (PSD) centrou-se na liberdade individual. Podemos então maltratar um ser vivo quando nos der na gana.

Gabriela Canavilhas (PS), que todos sabemos ser uma aficionada ferrenha, e que está a marimbar-se para a Cultura, pensa que a liberdade da diversidade é que é, ainda que essa liberdade vá contra a liberdade de outros seres vivos, como o de terem o direito à VIDA.

Teresa Anjinho (CDS-PP) mais valia estar calada, porque só desprestigiou o partido que representa e Portugal. A actividade económica e a questão jurídica estão acima de qualquer valor humano. A VIDA que se lixe.

Paulo Sá (PCP), nem foi carne nem peixe. Estão abertos à reflexão, mas não à proibição. O que resumindo, não é nada. Então para quê reflectir? Mas não admira nada, com os antecedentes de tortura deste partido. O que mudou desde Staline?

Heloísa Apolónia (PEV) entende que a tauromaquia é CULTURA, mas é coisa que pode mudar. O que é importante é conhecer a violência no espectáculo... Como se toda a gente já não soubesse que a tourada é um dos espectáculos com maior VIOLÊNCIA. Mais valia estar calada.

Catarina Martins (BE) mostrou-se claramente contra a Tourada. Foi o único partido que o fez. Estão ao lado dos peticionários, e a Tourada é algo que deve acabar. Sim. Vamos à luta. É uma exigência ética.

Para ouvir as suas palavras o BE disponibilizou este vídeo na Internet:


Depois de ouvir o que ouvi, fiquei cheia de VERGONHA. Exceptuando o Bloco de Esquerda, que se abeirou do bom senso, os restantes partidos demonstraram uma mediocridade cultural estarrecedora.

Em nenhuma intervenção (à excepção do BE) se discutiu o SOFRIMENTO DOS ANIMAIS, que para os nossos deputados não deve ter qualquer importância, o que demonstra uma falta de sensibilidade atroz.

Vinte minutos de pobreza mental. Como podemos estar entregues a gente tão inculta, tão insensível, tão ignorante?

Ignorantes, sim. Nada sabem de Biologia, de Ética, de Antropologia, de Anatomia, de Sofrimento. E dizem-se doutores, frequentaram universidades. São os “senhores deputados”. Mas optaram por ser CARRASCOS. Em vez de defenderem o que é prestigiante para Portugal, defenderam o que o coloca no charco.

Não tiveram a CORAGEM CÍVICA de defender os valores da Cultura Culta, mas tão só os seus próprios gostos e interesses pessoais.

Eu tenho de dizer francamente: pensava que o meu País estivesse em mãos de gente lúcida e com exigências éticas. Gente culta e iluminada. Mas ENGANEI-ME redondamente.

Venceu a MEDIOCRIDADE.

Para finalizar, não resisto a transcrever o que disse o Professor Paulo Borges (do PAN – Partido dos Animais e da Natureza), acerca do que ontem se passou na Assembleia da República, e que subscrevo inteiramente:

«Os deputados eleitos pelos portugueses manifestaram-se hoje (ontem) maioritariamente a favor da continuação das touradas em Portugal e mesmo os que assumiram ser contra nada fizeram de concreto para avançar com um projecto-lei contra elas. Os que falaram de cultura e liberdade do homem omitiram a escravidão e o sofrimento de um animal como nós, inteligente e senciente. Com isto mostraram ser coniventes com o crime moral de torturar animais inocentes para gozo e embrutecimento de uma minoria humana e mostraram ser completamente indiferentes à ética, à ciência, ao progresso da civilização e ao desprestígio internacional de Portugal. Os portugueses que tirem as devidas conclusões acerca de quem os representa. Eu já tirei as minhas há muito tempo.»

E eu também.

Portugal está na cauda da Europa. E continuará na cauda da Europa com estes deputados, mentalmente cegos, que ainda não saíram da Idade Média, a (des)governá-lo.

A TOURADA cairá em Portugal, como está a cair nos restantes oito países. É uma questão de tempo (pouco). Isto é um dado adquirido. Queiram ou não os deputados da Nação. Ou pretendem ficar “orgulhosamente sós” na sua mediocridade, enquanto o mundo evolui?

Ontem venceu a IGNORÂNCIA.

Em breve vencerá a LUCIDEZ.


Obrigada, Isabel Ferreira.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

JFK - mataram-no a seguir

Absolutamente de acordo com Tiago Mesquita quando, hoje, no seu blogue (do EXPRESSO), diz:.

"Foram precisos vários tiros de espingarda para calar este senhor. A verdade é que ele mexeu com quase tudo o que estava instituído. Pior, mexeu com tudo aquilo que não se vê, com o negro, com o sórdido. E remexeu de tal forma nos poderes instalados, ocultos e nebulosos que ainda hoje se desconhece quem esteve por detrás do seu assassinato. Os cubanos, a mafia, os russos, a própria CIA, banqueiros e grandes fortunas no estrangeiro que ele insistia em querer taxar, todos juntos, enfim.
Há versões de todo o género e para todos os gostos.
Nunca se vai saber. Foi feito para ser assim, um segredo que estava destinado a morrer com ele.
Agora o fascinante, verdadeiramente arrepiante, é ouvir este discurso e perceber que este senhor continua a ser um dos políticos que maior visão, coragem, e que estranhamente, ou não, mantém um discurso actual que na altura lhe foi fatal.

Tudo o que ele disse na altura é verdade e aplica-se aos dias de hoje.

Foi o seu último discurso. E que discurso! Depois, mataram-no.

Já não há políticos assim. Infelizmente."

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Canção para regressar

Gosto muito deste trabalho de Pedro Barroso! Grande compositor, poeta e cantor.

Celebremos as diferenças

Dos melhores trabalhos que já vi sobre a necessidade, a urgência e a importância de nos respeitarmos TODOS, apesar das diferenças que possam existir entre nós.
No texto principal que orgulhosamente publico, de um blogue que sigo, poderão confirmar tudo isto e verificar a categoria do mesmo e a EXCELENTE MENSAGEM QUE CONTÉM, sobretudo para os dias de HOJE.

Acabemos com os estereótipos, com a segregação, o racismo, o bullying... 

Celebremos as diferenças!

"I´M HUMAN!"

Para saber mais: