domingo, 29 de janeiro de 2012

Prós e Contras em Angola


Tenho lido comentários e críticas muito pouco construtivas e muito pouco elegantes sobre a jornalista Fátima Campos Ferreira e o programa Prós e Contras que fez a partir de Angola, dia 16 deste mês.

É lamentável, muito lamentável e até de um profundo cinismo e hipocrisia, que essas críticas venham e continuem a vir de gente que defende a Lusofonia e a cooperação entre os povos, mesmo de jornalistas de jornais ditos conceituados mas que, verdadeiramente, só estão interessados em denegrir quem a paz, a coesão entre os povos e a cordialidade das relações entre eles defende.

Foi isso que a FCF e a RTP foram fazer e permitir: um REENCONTRO. O REENCONTRO.

Mais a mais, quem a critica e quem o programa criticou, que tem feito em prol desse estreitamento de relações que tanto propagandeia? Agarrados que (só) estão a um passado histórico que existiu, estão longe de contribuir, como fez esta equipa e o programa, para um presente que é preciso renovar e incentivar, numa óptica de respeito pela soberania dos povos e pela própria intervenção jornalística que não tem nem deve ser sensacionalista nem catastrófica. Foi um programa que perspectivou um futuro promissor para muitos portugueses e para muitos angolanos que residem em Portugal.

Gostei de sentir isso porque acredito que a História de Portugal e a História de Angola não se resumirá, nunca, só à História do Colonialismo. E o programa mostrou, mesmo pelo nível dos intervenientes e pelos projectos que estão e pretendem levar a cabo, que outra realidade surgirá e está a surgir, sem aves agoirentas, claro, como estas sobre as quais falo.

Estas, esta gente que a critica, só se interessaria se o programa lhes trouxesse o que afinal também nós sabemos, lá como cá, que é a existência de situações menos boas, quer ao nível da governação quer a outros níveis. Mas o programa, que fez jus ao seu tema – Reencontro -, cumpriu-o. E eu gostei. Gostei muito. Fiquei orgulhosa. Das palavras à música, dos sons às cores…sentimos África. Torcemos por África, pelos angolanos e pelos portugueses.

Aprendi muita coisa. Descobri e refecti muita coisa importante para esse estreitamento de relações entre Portugal e Angola mas, particularmente, descobri que vale a pena esse estreitamento de relações. Afinal, estavam à de quê? De lavagem de roupa suja, de azedumes e da já habitual arrogância portuguesa?

Há pessoas que só olham para o jornalismo sensacionalista e não para o jornalismo sensacional que se faz e que, hoje em dia, é também um parceiro fundamental para o diálogo intercultural e civilizacional que em muito vai contribuir para a mudança de paradigma que tanto se apregoa, e até, para relações diplomáticas mais profícuas entre países, nesta “aldeia global” que o jornalismo e os jornalistas ajudam a crescer.

“A missão histórica e civilizadora” da qual Salazar tanto falava (ver o seu Acto Colonial), parece que ainda mexe muito com certa gente!

Que pena!

Nem nós merecemos esta gente nem deste modo Portugal será o que mundialmente se espera que sejamos (sobretudo na União Europeia): um interlocutor privilegiado nas relações com os países africanos (PALOP)!

Nazaré Oliveira

Se somos assim tão superiores, porque não usamos essa superioridade para melhorar os nossos valores?

Absolutamente de acordo com André Silva*: Para uns trata-se de um divertimento. Para outros, um combate em iguais termos. Cultura, tr...