sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A minha Universidade é centenária!

Universidade do Porto: 100 anos a construir o futuro.


22 Março de 1911 é a data que os livros e arquivos de História assinalam como o primeiro dia da vida da Universidade do Porto. Contudo, as raízes da instituição remontam ao século XVIII e a uma combinação de experiências formativas que viria a projectar-se na futura Universidade. Neste contexto, a Aula de Náutica (1762) e a Aula de Debuxo e Desenho (1779) formam o primeiro embrião do Ensino Superior no Porto. A partir daí, a Academia Real da Marinha e Comércio (1803), a Academia Politécnica (1837), a Real Escola de Cirurgia (transformada, em 1836, em Escola Médico-Cirúrgica) a Academia Portuense de Belas Artes (1836, futura Escola Portuense de Belas Artes em 1881) são outras entidades que, até à primeira década do século XX, garantem uma oferta alargada de formação, em áreas ligadas às Ciências, Artes e Medicina.
É então sob essa base sólida de quase 150 anos de experiência formativa e científica que a U.Porto abre oficialmente as portas em 1911. Desde esse foco seminal, foram muitos os
momentos que marcaram a vida da Universidade, com natural destaque para a criação das 14 faculdades que coabitam hoje no campus. A eles estão ligados outras tantas figuras e lugares nos quais se perpetua a memória da instituição.
É por tudo isso uma Universidade orgulhosa da sua História a que celebramos agora. Mas este é também o momento de lançar as mãos à construção do futuro de uma instituição que se quer cada vez mais ambiciosa e activa no seio da comunidade. Sendo a maior universidade de Portugal, com mais de 700 programas de formação frequentados por mais de 30 mil estudantes, a Universidade do Porto (U.P.) é líder incontestável no ensino e na investigação científica a nível nacional. É também a mais internacional das universidades portuguesas, estabelecendo-se hoje entre as 200 melhores universidades da Europa, segundo os mais cotados rankings internacionais. A pergunta impõe-se: Como explicar o sucesso desenhado e fortalecido ao longo do último século?
Uma possível resposta teria que contemplar a histórica vocação da U.P. para oferecer um ensino abrangente, na vanguarda das práticas pedagógicas e profundamente voltado para as necessidades da comunidade. A esta faceta está umbilicalmente ligada a de uma “Universidade de investigação”, fortemente empenhada em traduzir em mais-valias para a sociedade o talento e a inovação que povoam as suas escolas e centros de investigação.
Fazendo da abertura à comunidade e ao tecido empresarial uma imagem de marca, a U.P. é também um importante motor de desenvolvimento económico, social, cultural, e científico na região e no país. Uma atitude que se projecta cada vez mais para o resto do mundo. Actualmente, a U.P. ocupa uma posição privilegiada no panorama do ensino superior internacional, afirmando-se enquanto foco de atracção para milhares de estudantes e investigadores de todo o mundo. Trata-se do fruto de uma estratégia de internacionalização que contempla laços de cooperação e amizade com centenas de instituições do Ensino Superior dos quatro continentes.
O caminho está, porém, longe de estar concluído. “Somos do tamanho dos nossos sonhos”, diz o poeta. Na U.P., a grande ambição passa por afirmar a instituição entre as 100 melhores universidades europeias já em 2011, e no “top 100” do mundo até 2020. É para essa missão que trabalha diariamente uma comunidade académica dinâmica, cosmopolita, exigente e criativa, que faz da união e da inovação duas das suas principais armas.


É com orgulho no seu passado mas profundamente comprometida com o presente e com os desafios futuros que a maior universidade portuguesa se apresenta ao mundo, cem anos após a sua criação.

Esta é a Universidade do Porto e está de portas abertas.

Parabéns à minha Universidade! Parabéns aos seus (meus) Professores!

Mais inf. aqui.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Professores são pessoas

(Goofy, Walt Disney, 1952)

Alimentar toda a população em 2050 pode não ser possível

Publicado em 29 de November de 2011. Tags: , , ,

Alimentar toda a população em 2050 pode não ser possível
Até 2050, a população mundial deve passar dos actuais sete mil milhões para nove mil milhões de pessoas, pelo que poderá não ser possível conseguir alimentar toda a população dentro de quatro décadas. Actualmente, o Corno de África é uma das regiões mais afectadas pela fome e desnutrição, mas a situação só tende a piorar e poderá continuar a alastrar-se para outros continentes.
De acordo com a FAO, a agência da ONU para alimentação e agricultura, para alimentar nove mil milhões de pessoas seria necessário uma produção adicional de mil milhões de toneladas de cereais e 200 milhões de toneladas de carne por ano, o que, com as alterações climáticas e a degradação dos recursos hídricos e fundiários não deve ser possível.
A agricultura intensiva tem ajudado a alimentar zonas desnutridas, mas, por outro lado, leva à degradação da terra e dos produtos hídricos, pelo que podem não conseguir contribuir o suficiente até 2050. Um quarto das terras aráveis a nível internacional está altamente degradada, enquanto 8% está moderadamente degradada e 36% está ligeiramente degradada ou estável. Apenas 10% está a melhorar.
Como se tudo isto não bastasse, a escassez da água continua a agravar-se e as terras que antes serviam para agricultura estão agora a ser tomadas pela indústria, o que diminui a produção. Para diminuir a fome e a insegurança alimentar, teria de haver um uso mais intensivo e sustentável da terra e da água, defende a FAO, de acordo com a agência Estado, citada no portal MSN.
Cerca de mil milhões de pessoas estão actualmente desnutridas, sendo 578 milhões na Ásia e 239 milhões na África Subsaariana. Nos países em desenvolvimento, mesmo que a produção agrícola dobre até 2050, 5% da população continuaria desnutrida, ou cerca de 370 milhões.

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NÃO aos circos com animais!






Do P.A.N., um artigo de 6 deste mês cuja leitura recomendo:
Chegados ao período do Natal, deparamo-nos mais uma vez um pouco por todo o país com a degradante realidade dos circos com animais.
Um dos principais obstáculos quando se trata de chamar a atenção para esta questão, como noutras, é sem dúvida o hábito. Desde pequenos que a maior parte de nós se habituou ao facto de os espectáculos circenses incluírem actuações de animais, sem nunca ter pensado sobre o que isso significa na verdade.
E a realidade não é nada agradável. Existem estudos e investigações sobre as condições de cativeiro dos animais nos circos, inclusive pelo menos um feito em Portugal, mas muito podemos observar por nós próprios.
 Os circos que sobretudo nesta altura do ano surgem nas nossas cidades e vilas instalam-se com grande visibilidade, fazendo-se anunciar com cartazes exibidos em locais de passagem habitual para a maior parte de nós. Apesar de no local os animais serem mantidos um pouco resguardados do olhar das pessoas, é possível aproximarmo-nos e observá-los, observar e reflectir sobre as condições em que se encontram.
O tipo de animais exibidos pode variar bastante, mas não o espaço que têm à sua disposição, por norma exíguo face ao seu tamanho, o que é sobretudo evidente no caso dos felinos de grande porte. Quando lá estiver, não deixe também de reparar que o ambiente em que os animais se encontram é totalmente desprovido de estímulos. Se vir algum animal caminhando em círculos sobre si próprio, balançando o corpo sem sair do lugar ou exibindo algum outro tipo de comportamento repetitivo, é muito provável que esteja perante um animal com perturbações graves a nível mental, por causa das condições em que se encontra cativo.
Muitas vezes é também possível que observe feridas expostas, por exemplo nas patas de póneis e felinos, mas não só. Estas feridas não são apenas sinal de negligência por parte dos funcionários dos circos, mas possivelmente são também resultado das agressões físicas a que os animais são sujeitos durante os treinos de obediência, quando são agredidos com chicotes, aguilhões-ganchos ou por electrocussão.
Nunca se esqueça de que os animais não são treinados. São obrigados a desempenhar habilidades sob a ameaça e o medo da fome e das agressões físicas.
 Desde há pelo menos quarenta anos que uma nova corrente estética designada Novo Circo, com vários exemplos na Europa, se propõe revitalizar de modo saudável a antiga magia do tradicional espectáculo de circo, preferindo não utilizar animais nas suas produções, concebendo espectáculos que muitas vezes se desenrolam em torno de uma história ou tema apelativos. Muitas destas inovadoras companhias já visitaram e continuam a visitar o nosso país.
Países como Áustria, Costa Rica, Dinamarca, Finlândia, Índia, Singapura, Suécia, Suíça e, mais recentemente, Alemanha e Reino Unido proibiram ou restringiram em grande medida a utilização de animais em espectáculos de circo, por considerarem que as condições em que os animais são mantidos não são dignas e são altamente prejudiciais para o seu bem-estar físico e emocional.
Manter animais em cativeiro nestas condições e para diversão não é digno também para os animais humanos que para isso contribuem. Não é sequer pedagógico, pois nenhum comportamento exibido pelos animais nos espectáculos de circo é um comportamento natural, construindo, sobretudo nas crianças, uma imagem dos animais que não corresponde à realidade da sua natureza.
O Partido pelos Animais e pela Natureza apela por isso a que não contribua para a manutenção destas práticas, recusando-se a ir a circos com animais e a denunciar todas as situações de abusos de que tenha conhecimento.

Livros-Conhecimento-Carl Sagan


Também não consigo viver sem livros, sem Bibliotecas, sem a minha Biblioteca!
Aqui publico um dos muitos trabalhos notáveis do notável Carl Sagan!
Um homem que também marcou quem o leu, viu e ouviu. Marcou e continuará a marcar, a Ciência, a Cultura, a Humanidade. 


O cérebro humano é ponto de embarque de todas as nossas viagens cósmicas. É um repositório de informação, como são os genes que evoluíram muito mais cedo e os livros que despontaram muito mais tarde.
Carl Sagan leva-nos a bordo de um navio de pesquisa oceânica para examinarmos uma das outras espécies inteligentes que conosco partilham o planeta: as grandes baleias.
Mostra-nos, depois, a caminhada pelo cérebro humano para que testemunhemos a arquitetura do pensamento. O Dr. Sagan penetra na "Biblioteca cerebral" onde estão armazenados triliões de bits de informação.
Um pouco da informação existente nos nossos genes, nos nossos cérebros e nas nossas bibliotecas, foi lançado a bordo da nave espacial interestelar Voyager... Uma mensagem dentro de uma garrafa, dirigida a seres de outras épocas e de outros mundos.
Mais informações: http://www.carlsagan.com/
( Andrelz )

Episódio 11: A Persistência da Memória

domingo, 4 de dezembro de 2011

Estranha moral governativa

Eugénio de Andrade, num dos seus magníficos poemas, diz:

 Passamos pelas coisas sem as ver,

gastos, como animais envelhecidos:

se alguém chama por nós não respondemos,

se alguém nos pede amor não estremecemos,

como frutos de sombra sem sabor,

 vamos caindo ao chão, apodrecidos”.

Há uma estranha moral governativa a ensombrar as instituições e a manipulá-las. Uma estranha liderança que nos sufoca e uma impunidade que nos revolta. Estamos reféns de um poder completamente subvertido.

No caso dos professores, os trabalhadores da função pública que mais desconsideração têm sofrido por parte dos governos do nosso país, tratados de forma escandalosamente desigual se comparados com outros agentes do estado constantemente ajudados e protegidos em matéria salarial, em condições perfeitamente adversas, desumanas e imprevisíveis, sobretudo quando colocados muito longe das suas áreas de residência onde penosamente (muitos deles há anos!) aguardavam uma pequena colocação, sem família, sós, muito sós ou longe dos seus filhos ainda menores que têm de abandonar face a uma colocação que, quando surge, os faz correr desesperadamente e tudo deixar, em nome de um tempo de serviço que penosamente vão fazendo ao ritmo sofrido de uma depressão que entretanto se instala e os devora, lentamente, até ao dia em que os vencerá para sempre.

 Sem ajudas de ninguém, sem o mísero salário que só tardará, para a maioria, quase ao fim de dois meses por causa das exigências burocráticas e administrativas a que estão sujeitos e cujas custas também pagarão, estes professores-errantes e precários (os antigos “provisórios”), mal sabem de uma colocaçãozinha na Internet, partem a correr à procura da dignidade que tarda e de um gesto de humanidade que jamais lhes deveria ser negado. Nem a eles nem a ninguém.

Nessas escolas onde muito tardiamente encontram uma vaga, em terras de ninguém, fingem um contentamento que entretanto se foi desvanecendo por força de uma espera que em dor se transformou, com dívidas para pagar e um mundo de privações que, entretanto, (já) dificilmente conseguem esconder, até mesmo quando o salário que chega, tarde e pouco, deixa escapar um breve sorriso que já mal esconde a fome há muito instalada e a custo enganada.

 A fome, o desalento, a frustração, e tudo em nome de uma profissão e de um trabalho que vocacionalmente abraçaram, certos de um país que a (os) acolheria e atenderia com a mesma seriedade e espírito de entrega com que a escolheram, certos de um trabalho que é fundamental para o verdadeiro desenvolvimento de um povo, um trabalho que tem muito de espírito de missão mas que deve ser retribuído com respeito e com justiça.

Por que razão, por exemplo, os senhores deputados, os senhores magistrados, os senhores gestores, os senhores inspectores, os senhores directores, entre outros profissionais da função pública, têm ajudas de custo (autênticas mordomias!) e os professores nada?

 Mais grave: por que razão se continuam a atribuir subsídios escandalosos a certos funcionários públicos, que desde sempre auferiram grandes salários, ajudas para o arrendamento de casas ou até casas próprias, ajudas para combustível e até mesmo carros e motoristas próprios, mesmo quando se reformam, enquanto que outros, neste caso, os professores sobre os quais escrevo, mal ganham para comer, passam frio e fome nas terras onde têm de alugar ou uma casita humilde que nem sempre conseguem repartir com outros ou em quartos profundamente desumanizados e miseráveis onde a solidão e o desespero infernizam a vida de tantos jovens docentes, claramente abandonados por um país e governos que sarcasticamente os promovem em discursos eleitoralistas mas que, na prática, os enterram cada vez mais e cada vez em maior número, vivos, em nome de uma recuperação económica e do combate a um défice para o qual nunca contribuíram, agredindo-os violentamente com pedidos de sacrifício e com um discurso demagógico que vergonhosa e despudoradamente continua a ouvir-se nas rádios, televisões e jornais, como se estes professores, estes desgraçados descartáveis e precários da função pública fossem os culpados da monstruosidade económica que nos invadiu mais uma vez e das políticas e políticos criminosos que se aproveitaram do seu voto para fazerem carreira, aqui ou na União Europeia, tanto em lugares da Administração e Gestão de Empresas do Estado como na Banca, Seguros e outros, através do tráfico de influências e da corrupção cujos tentáculos já abarcam todos os sectores da vida nacional e a tornam cada vez mais difícil para quem da vida só conheceu o duro trabalho, privações e injustiça social.  

Nunca é demais recordar as decisões da Assembleia Constituinte, reunida na sessão plenária de 2 de Abril de 1976, que aprovou e decretou a Constituição da República Portuguesa e que tanta gente, tantos políticos e tantos governantes querem esquecer:

Artigo 9.º - Tarefas fundamentais do Estado - São tarefas fundamentais do Estado: (…) d) Promover o bem-estar e a qualidade de vida do povo e a igualdade real entre os portugueses, bem como a efectivação dos direitos económicos, sociais, culturais e ambientais, mediante a transformação e modernização das estruturas económicas e sociais; Artigo 13.º - Princípio da igualdade - 1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei; Artigo 18.º - Força jurídica - 1. Os preceitos constitucionais respeitantes aos direitos, liberdades e garantias são directamente aplicáveis e vinculam as entidades públicas e privadas.
Artigo 25.º - Direito à integridade pessoal - 1. A integridade moral e física das pessoas é inviolável;
Artigo 58.º (do TÍTULO III, Direitos e deveres económicos, sociais e culturais - CAPÍTULO I - Direitos e deveres económicos):  - Direito ao trabalho: 1. Todos têm direito ao trabalho; 2. Para assegurar o direito ao trabalho, incumbe ao Estado promover: a) A execução de políticas de pleno emprego; (…)
Artigo 59.º - Direitos dos trabalhadores - 1. Todos os trabalhadores, sem distinção de idade, sexo, raça, cidadania, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, têm direito: a) À retribuição do trabalho (…) de forma a garantir uma existência condigna; b) A organização do trabalho em condições socialmente dignificantes, de forma a facultar a realização pessoal (…); e) À assistência material, quando involuntariamente se encontrem em situação de desemprego; f) A assistência e justa reparação, quando vítimas de acidente de trabalho ou de doença profissional.

Uma outra vida é possível, sim, mas com políticos para quem a verdadeira prioridade seja o bem estar do seu povo e a Constituição não seja, nunca, palavra vã.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Seriedade nas Escolas?

Em 2009-2010 esperava uma intervenção mais activa da parte das escolas e daqueles que reivindicavam mudanças, tornando-se óbvia a discussão e o debate, no sentido de se apresentarem soluções viáveis e de devolver a paz às escolas. Mesmo os Directores, que afinal representam os trabalhadores das escolas e por eles foram eleitos, deveriam ser os primeiros na linha da frente, assumindo a representatividade e autoridade que a lei lhes confere. Além disso, por inerência de funções, são os melhores conhecedores da realidade das escolas.

Muitos dos professores que saíram às ruas, continuaram a trabalhar com os seus alunos mas desgastaram-se muito mais desde então, quer  física  quer psicologicamente.

Esmoreceu a sua capacidade reivindicativa e sentem-se completamente desanimados perante um governo e um ministério que continua a agir ao arrepio dos mais elementares princípios e obrigações democráticas, bem como, de uma oposição que se fica pela contra-argumentação e oratória barata no hemiciclo de S. Bento.

Já uma vez o disse: em democracia, não basta a intenção mas a intervenção. 
Servimos o país e os cidadãos com honra e decência, atentos que estamos às suas legítimas aspirações e aos usurpadores dos seus direitos.

Mas a democracia não dá o que muitos nunca terão: vergonha!

O Conselho Científico Para a Avaliação de Professores (CCPAP), na primeira aplicação do modelo de avaliação referia a importância de promover a adequada aplicação e utilização do sistema de avaliação do pessoal docente, e afirmava, inclusivamente, que cada escola podia usar a sua autonomia para assumir a sua identidade, conceber a sua estratégia organizativa, escolher e construir os seus procedimentos e instrumentos de avaliação de forma simples, coerente e proporcionada, recomendando que cada escola organizasse um dispositivo de avaliação congruente com o projecto educativo e o plano de actividades da escola. E que cada escola, partindo da experiência do processo avaliativo iniciado em 2008-2009 sugerisse aos “decisores políticos” alterações e melhoramentos, uma vez que, de facto, não faria sentido utilizar um modelo que não tivesse receptividade e exequibilidade para as mesmas.

Inclusivamente, chamou a atenção das escolas para o risco que poderia resultar da excessiva burocratização e de uma inadequada concepção processual da qual resultasse o que não se quereria nunca mas que veio a acontecer - contestação e rejeição de milhares de professores, mau ambiente nas escolas, degradação das relações profissionais, injustiças, prepotência e tráfico de influências nos cada vez mais actuantes e melhor instalados lobbys das escolas, em perfeita harmonia com Directores que gerem o dia-a-dia comezinho das escolas numa subserviência doentia com tudo isto, de forma acrítica e profundamente nociva à sua gestão democrática.

Conversa, só conversa, dos falsos profetas da modernidade e dos falsos progressistas da Educação!  

Revolta, só revolta, da parte dos que continuam a ser sérios e a dedicar-se verdadeiramente ao Ensino e à Educação, mas que se sentem cercados por todos estes incompetentes que os rodeiam e que, infelizmente, tomaram conta das Escolas como se de feudos seus se tratasse, agarrados que estão a uma legitimidade que há muito viciada está.

Nunca tanta falsidade e mentira se viu nas nossas escolas, desde compadrios a corrupção, promoção da incompetência e troca de favores.

Até quando?

Quando se chega a situações em que os próprios alunos e os seus encarregados de educação se revoltam com a atribuição de excelente a certos professores cujo trabalho bem conhecem, que dizer?

Que vergonha! Que vergonha!