domingo, 23 de dezembro de 2012

O Natal na pintura portuguesa


Feliz Natal para todos os meus leitores!
Um abraço fraterno.



Anunciação. Bento Coelho (c. 1655)

Visitação. Maria Aurélia Martins de Sousa (Séc. XIX-XX)


Natividade. Paula Rego (2002)



Adoração dos Pastores. Gregório Lopes (Séc. XVI, 2.º quartel)

Adoração dos Pastores. Bento Coelho da Silveira (Séc. XVII, 2.ª metade)

Adoração dos Reis. Vasco Fernandes, Francisco Henriques (1501-1506)

Circuncisão. Oficina de José do Avelar Rebelo (Séc. XVII)

Repouso na Fuga para o Egipto. André Gonçalves (Séc. XVIII)

Menino entre os Doutores. José do Avelar Rebelo (c. 1635)
 


In O Mistério do Natal na pintura portuguesaTiago Alexandre Asseiceira Moita, ed. Paulus, 2009.
Para informação especializada sobre esta temática/este livro, consultar:

 http://histdocs.blogspot.pt/2012/12/o-natal-na-pintura-portuguesa.html
 
 

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Um bom político



 
Sempre defendi e defendo que o exemplo, os bons exemplos, devem vir de cima!

Num país onde a Política e a Governação têm sido tudo menos isso, é bom lembrar que a Política é fundamental mas com bons políticos que mereçam a confiança do povo e inequivocamente se coloquem ao seu lado.

Mas, "ó glória de mandar, ó vã cobiça", têm sido um horror estes últimos governos e os deputados e partidos que os apoiam! Tem sido um horror esta Política!

Pretensamente preocupados com a gestão do bem-estar social do qual teoricamente se apropriam para o marketing político-partidário, tudo tem servido para os servir ou dele se servirem, seja o défice orçamental que em espiral se agigantou sejam os interesses de uma União Europeia que mais desunião tem sido ou parecido ser.

Tudo tem sido feito em nome do povo mas quase nada pelo povo.

Num estado de Direito nunca tal deveria acontecer ou, a acontecer, imediatamente acionados deveriam ser mecanismos que punissem exemplarmente quem criminosamente do voto popular se apropriou para desvirtuar promessas que afinal por promessas se ficaram.

Nunca na Política os interesses corporativos deveriam vingar, muito menos os interesses de quem na Política busca carreira ou enriquecimento rápido, tal como vem acontecendo pós-25 de abril.

Nunca o coletivo deveria sujeitar-se, como está a ser sujeitado, a meia dúzia de maus tecnocratas ou péssimos estrategas que, habilidosamente, da vida têm tirado proveito pessoal em prejuízo do bem público que cinicamente julgam servir, sejam eles oriundos das “Jotas”, clubes desportivos, comunicação social ou outras formas subtis de parecer o que nunca foram ou serão: trabalhadores e conhecedores do terreno que pisam, com diplomacia, é certo, mas sem sentirem verdadeiramente o pulsar do país e o sofrimento do seu povo pelas privações que passa.

Num país onde todos se sentem especialistas ou opinion makers, promove-se a oratória fácil e a contra-argumentação à medida da encomenda ou de quem os encomenda. Mas nada se aprende com isso e nem por isso o país tem progredido, pelo contrário, atendendo ao estado de letargia e de inação a que chegámos, de um estranho aceitacionismo que cada vez mais vai minando a capacidade de indignação de um povo – do nosso povo -, indignação indispensável à mudança e à Revolução que tarda.

Conquistas democráticas são selvaticamente derrubadas ao arrepio dos mais elementares direitos constitucionalmente garantidos, em nome dessa gente que se governa não nos governando.

Fingem esquecer que a justiça social e um Estado de Direito passam, acima de tudo, pela adoção de medidas justas e adequadas aos diferentes setores da vida nacional e que nem todos os meios justificam os fins, mesmo que esses fins sirvam objetivos claramente nacionais mas sistematicamente deturpados precisamente pelos que, em cargos para os quais foram delegados, tudo têm feito menos representarem os seus eleitores.

Não se pode continuar a ver, por exemplo, o sacrificar constante de um povo que no limite do seu sofrimento há muito se encontra, e, ao mesmo tempo, assistir ao esbanjamento e gastos milionários do Estado para a manutenção de mordomias e futilidades institucionaise, bem como, ao enriquecimento rápido e ilícito, aos crimes de colarinho branco, aos descarados favorecimentos de lóbis espalhados por todos os setores e à promoção de rapazolas que do Trabalho mal ou pouco sabem porque mal ou pouco o experimentaram.

Depois, do cimo do seu pedestal de fascizante arrogância, querem fazer passar a imagem daquilo que nunca virão a ser ou nunca foram: políticos sérios e gente de palavra.

Estes e muitos outros que por lá passaram, apesar dos discursos paternalistas que agora proferem, esquecidos que estão de uma prática governativa que também feridas abriu no processo democrático ou de silêncios comprometedores que acabaram por proteger quem para o descalabro financeiro e penúria social nos encaminhou.

De palavra e de honra se fazem os grandes homens e os grandes políticos, sem as quais nada de bom se augura para país algum.

A dignidade de um povo nunca deverá ser negociável do mesmo modo que a luta contra os tiranos tréguas nunca lhes dará. Contra os tiranos, os "vendilhões do templo" e os falsos democratas.

Hoje, mais do que nunca, é importante ser-se um bom político, sabedor, justo, voltado para o país e para os cidadãos, a pensar e a olhar com razoabilidade para os sacrifícios que pede e a quem pede, sem perder a noção de que um bom governo é sempre aquele que nunca põe acima dos interesses dos cidadãos quaisquer outros interesses, muito menos, os interesses de quem pela voz do dinheiro poder emana e por causa desse poder obedecido quer ser.

Um bom político não existe por acaso do mesmo modo que a Política carreira não deveria ser.

Um bom político deixa que as suas obras falem por si e não que os seus discursos provem o que jamais conseguirão de outro modo provar: transparência e rigor ao serviço do país que juraram servir.

Um bom político gosta de Política mas sabe de Política.

Preocupa-se com a Política porque a Política servirá para organizar o seu país na senda do progresso e na procura da harmonia social tão desejada, mas, só bons políticos boa Política farão, certo?

Um bom político deseja sê-lo e não só parecê-lo. Entregar-se à causa do seu país com espírito de missão e fazer dessa missão um ato sublime de resistência à adversidade como aconteceu com grandes homens ao longo da História.

No entanto, esses, fizeram-no com sentido de Justiça. Justiça e equidade social, sentido de Estado, como só os grandes políticos conseguem porque do seu povo o bem retribuído lhes será, exatamente porque é esse bem o fim último da sua ação.

Um bom político dá-se a conhecer pelas ideias e projetos que quer e concretiza para o seu país, para o bem do seu país, e não pelo proveito que deles possa tirar para se promover ou enaltecer pessoal ou profissionalmente.

Um bom político não nasce: faz-se.

Faz-se através de um querer servir mas não servir-se, de um conhecimento académico mas pragmático e realista, ajustado às realidades de um país que de si precisa para singrar, florescer, desenvolver-se.

Um bom político aprende com os livros mas mais aprende com a realidade da vida do seu povo à qual não deve fugir, muito menos fingir não ver ou conhecer.

Um bom político tem que ter fortemente interiorizado o sentido cívico da sua missão e a responsabilidade nacional acrescida de que se reveste o seu trabalho e que à prática levará, constituindo-se modelo de cidadania acima de qualquer suspeita.

Sem isto, nada valerá a pena.

Nem a ele nem à democracia que diz servir.


nazaré oliveira



 

domingo, 16 de dezembro de 2012

Have you ever seen the rain?

Há bandas que nunca se esquecem, e esta, é uma delas.
Tantas vezes os dancei, cantei...
Adoro particularmente este tema que continuo a ouvir e a cantar com um prazer e uma alegria incontida!
Quem resiste aos C.C.R?
Que som, my God!


 

Comer carne


Photo: Animal Aid  
It is estimated that during October 2012 (over a 5 week period) 1,031,000 Pigs were slaughtered in the UK for meat for human consumption. That is over a million pigs in one five week period, in one country alone!
Source: Defra
 









Fotógrafo capta reação das pessoas ao testemunharem sofrimento dos animais em matadouro

Por Michelle Kretzer (PETA)

Sei que custa mas, estas imagens, aqui ou noutro lugar, são bem o exemplo de como têm sido tratados os animais que muitos compram e comem, nesses lugares horríveis que dão pelo nome de matadouros, seja na Inglaterra, em Portugal ou noutro sítio qualquer.

Embalados, claro, e até enfeitados ou em invólucros comercialmente apelativos, coloridos, nos supermercados, talhos, em pequenas "doses"  de horror e sofrimento, ou até mesmo inteiros.
Tudo tem servido para este abate e esta feira dos horrores! Tudo! Até campanhas de marketing meticulosamente estudadas para que se compre cada vez mais corpos, cadáveres de inocentes seres que expostos são de forma absolutamente desumana e cruel, caso dos coelhos, que de olhos esbugalhados para nós, nos transmitem o sinistro cenário do momento em que, de uma assentada, se lhes arranca ainda vivos ou semivivos, a pele que finamente os cobria.
Ou a cabeça inteira dos porcos, a língua, coração, orelhas, testículos, pulmões, rins, tudo inteiro ou em bocados de impiedosa morte e agora em desumana exposição.

E os vitelos e vitelas? E os leitões, esse bebés que cruelmente são tratados ainda no ventre das suas mães, gerados em condições que a alma nos faz doer e que, de forma absolutamente horrível, roubados às mesmas são, ainda mal paridos, para o mais rápido possível espetados serem no ritual brutal que todos conhecem ou fingem não conhecer, até ao momento em que entrarão num forno de terror e morte onde tostados serão até ao momento da gula infernal os devorar.

Não comer carne é uma opção mas, sobretudo, uma atitude de coerência dos que esperançada e convictamente continuam a desejar o que possível sempre será: um mundo com Harmonia e Paz entre todos os seres da Natureza, sem sofrimento, sem dor e sem lágrimas.
Os que ainda não conseguiram deixar de comer carne, pelo menos, deviam exigir o seu respeito em vida e também na forma e condições com que abatidos são.

Isso, sem esquecer nunca as outras formas também crúeis que os utilizam, em nome de tradições bárbaras e sanguinárias, caso da "matança do porco", touradas, largadas e outras que tais, sem falar da morte lenta a que são condenados nos jardins zoológicos, circos e laboratórios. 

Como disse William Wilberforce, “You may choose to look the other way but you can never again say that you did not know”.


 
nazaré oliveira

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Mundo louco

Hoje é o DIA INTERNACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS.
Estive numa Ação que planeei para o efeito com a Amnistia Internacional e com muitos, muitos jovens.
Breve publicarei a minha intervenção mas, agora, fica aqui um vídeo. Um vídeo sobre os horrores da fome. Sobre um dos piores atentados contra os direitos humanos.
A luta continua! Não pode esmorecer!
Mais do que para comemorar, um dia para refletir.




A propósito, esta iniciativa da AI-Amnistia Internacional - a maratona de cartas -, a marcar este dia!
Alinha! http://www.amnistia-internacional.pt/liberdade/


 

domingo, 9 de dezembro de 2012

Entre Mis Recuerdos



Luz Casal - excelente trabalho numa voz excelente.

A saudade feita música.
A música feita saudade.
A Vida, afinal, num abraço de melodiosa tranquilidade.

 

O lugar dos bandidos é na cadeia

O Público e a TVI divulgaram hoje dois casos exemplares de como o dinheiro público é subtraído aos portugueses para favorecer interesses ilegais.
E depois digam-nos que não há dinheiro...


Um caso foi o divulgado pela TVI. O grupo de colégios privados GPS com um presidente e quadros responsáveis que saltaram das cadeiras do poder onde favoreceram esses interesses antes de saírem para hoje serem encontrados na empresa que gere essas empresas. Quase todos, incluindo um atual deputado, ligados ao PS. Os colégios foram construídos nas imediações de escolas públicas de onde o Ministério não aceitou um certo número de turmas para as entregar a esses "privados" e assim justificar contratos de associação destes com o Estado, o que é o mesmo que dizer que esses "privados" passaram a funcionar com o nosso dinheiro. Trabalhando para os rankings com a recusa de alunos menos classificados, obrigando os professores a "corrigir" a sua notas para atingir esse objetivo, recusando para esse efeito também alunos com necessidades educativas especiais. Colégios onde os professores eram tratados de forma ilegal, estendendo os seus horários de trabalho e impondo-lhes tarefas não letivas, onde os professores são despedidos por dá cá aquela palha. Colégios que recebiam as verbas em contratos de associação, só as aplicavam na remuneração de professores e não de material técnico indispensável e exigível, mas onde diretores apresentavam (num caso mais de dez!!!) viaturas de gama alta, onde as inspeções eram conhecidas de antemão que se iam realizar, etc., etc., etc.
O outro, divulgado pelo Público foi o da ONG CPPC fundada por Passos Coelho para obter financiamentos para projetos de cooperação que interessavam à Tecnoforma e a que esta estava proibida de aceder. Nesta ONG terão participado Ângelo Correia e Marques Mendes, mesmo declarando não saberem o que a CPPC fazia, Vasco Rato e Fraústo da Silva, todos do PSD, e um PS, Fernando Sousa, diretor do Acão Socialista. Projetos de cooperação não teve e os 137 mil euros recebidos do FSE destinaram-se ao combate à pobreza, cá, estando o CPPC sediado nas instalações amplas que a Tecnoforma tem em Almada. Do que fez sabe-se que a Tecnoforma remunerou e cedeu carros a dirigentes do CPPC. À custa da CPPC Passos Coelho fez deslocações aéreas mas ninguém parece descobrir os processos da CPPC nem o Instituto de Gestão do FSE tem dados de como foram aplicados os 137 mil contos...
A Tecnoforma é uma empresa já conhecida por, com novo dono e Miguel Relvas como Secretário de Estado, ter aumentado bastante o seu volume de negócios, incluindo pela elaboração das candidaturas de muitas instituições ao programa Foral, da responsabilidade de Relvas que também tutelava o FSE...

 

sábado, 8 de dezembro de 2012

Os ricos e a crise

Fantástico, porque extraordinariamente pedagógico e oportuno, este vídeo!
Por favor, vejam!
VEJAM e PENSEM.



Presidência da República: que exemplo!

 

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Cultura de responsabilidade

Se o regime monárquico, como disse o seu último chefe de governo, suscitava a indiferença do povo, porque durou tão pouco tempo a Primeira República?

Se tinham ideais tão elevados, por que se deixaram os políticos republicanos enredar em conflitos e divisões que acabaram por conduzir o país para uma ditadura?

A resposta terá de ser dada pelos historiadores. Mas é sabido que a instabilidade da Primeira República se ficou a dever, entre outros fatores, à ausência de um elemento fundamental: a cultura da responsabilidade.

É pacífica a conclusão de que a República foi um regime atravessado por querelas e lutas que pouco diziam ao comum dos Portugueses. Lutas que eram perfeitamente secundárias face aos problemas que o País tinha de enfrentar: o analfabetismo e a pobreza, o atraso económico, as desigualdades, a dependência do exterior, a entrada na Grande Guerra, o desequilíbrio das contas públicas.

O essencial não é a discussão e a luta dos políticos. Há cem anos, como hoje, o essencial é a vida concreta das pessoas.





(in discurso do Sr. Presidente da República, dia 5 de Outubro de 2010)




segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Vidago

Trabalho notável do Luís Barreira!

Nem a morte



Meu querido MOUSSE:

Nem a morte separará quem sempre se amou!


 

 
 
Na Serra-Mãe, protegido para sempre ficarás no seu regaço de amor e paz eterna.
Até um dia, meu querido e sempre amado companheiro! Até um dia!
 
 
 
 
 

Já leram o memorando da troika?


Mão amiga fez-me chegar este texto à minha caixa de correio. Aqui fica. Afinal, nunca é demais esclarecer!


 




Já leram o memorando da troika?
Sim, é a minha pergunta de hoje: já leram o memorando de entendimento com a troika, assinado por Portugal em Maio de 2011? Eu li, e em pé de página deixo o link para quem o quiser consultar, na sua tradução oficial. São 35 páginas, escritas num português desagradável e tecnocrático, que têm servido a este governo para justificar tudo.

Ainda ontem, com descaramento, um dirigente do PSD dizia que "este não era o Orçamento do PSD, mas sim da troika"! Ai sim? Então eu proponho a todos um breve exercício de leitura. Tentem descobrir, lendo o memorando, onde é que lá estão escritas as 4 medidas fundamentais pelas quais este governo vai entrar para história de Portugal!
Sim, tentem descobrir onde é que lá está escrito que se deve lançar uma sobretaxa no subsídio de Natal de todos os portugueses (decidida e executada em 2011); cortar os subsídios aos funcionários públicos e pensionistas (decidido e executado em 2012); alterar as contribuições para a TSU(anunciada e depois retirada em Setembro); ou mexer nas taxas e nos escalões do IRS, incluindo nova sobretaxa (anunciados no Orçamento para 2013), e definidos pelo próprio ministro das Finanças como "um aumento enorme de impostos"?
Sim, tentem descobrir onde estão escritas estas 4 nefastas medidas e verão que não estão lá, em lado nenhum.Ao contrário do que este Governo proclama, estas 4 medidas, as mais graves que o Governo tomou, não estão escritas no "memorando com a troika"! Portugal nunca se comprometeu com os seus credores a tomar estas 4 medidas! Elas foram, única e exclusivamente, "iniciativas" do Governo de Passos Coelho, que julgava atingir com elas certos objectivos, esses sim acordados com a "troika".
Porém, com as suas disparatadas soluções em 2011 e 2012, o Governo em vez de melhorar a situação piorou-a. Além de subir o IVA para vários sectores chave, ao lançar a sobretaxa e ao retirar os subsídios, o Governo expandiu a crise económica, e acabou com menos receita fiscal e um deficit maior do que tinha. Isto foi pura incompetência, e não o corolário de um "memorando de entendimento" onde não havia uma única linha que impusesse estes caminhos específicos!
Mais grave ainda, o Governo de Passos e Gaspar, sem querer admitir a sua incúria, quer agora obrigar o país a engolir goela abaixo "um enorme aumento de impostos", dizendo que ele foi imposto pela "troika".
 Importa-se de repetir, senhor Gaspar? É capaz de me dizer onde é que está escrito no "memorando de entendimento" que em 2013 o IRS tem de subir 30 por cento, em média, para pagar a sua inépcia e a sua incompetência?

Era bom que os portugueses aprendessem a não se deixar manipular desta forma primária. Foram as decisões erradas deste Governo que, por mais bem intencionadas que fossem, cavaram ainda mais o buraco onde já estávamos metidos. E estes senhores agora, para 2013, ainda querem cavar mais fundo o buraco, tentando de caminho deitar as culpas para a "troika"?

Só me lembro da célebre frase de Luís Filipe Scolari: "e o burro sou eu?"

Para ler o memorando vá a:

(http://www.portugal.gov.pt/media/371372/mou_pt_20110517.pdf




Outro artigo muito interessante sobre este assunto pode ser lido aqui: http://bioterra.blogspot.pt/2011/05/memorando-da-troika-em-portugues.html


Testamento vital


A diretiva antecipa a vontade do paciente em matéria de cuidados de saúde

A partir de 16.08.2012, já é possível escolher antecipadamente, em Portugal, que tipo de tratamento médico se pretende ter em caso de doença terminal – por exemplo, se estiver incapacitado, inconsciente ou a viver momentos de extrema agonia e não quiser ser ventilado ou reanimado.

O
testamento vital – Lei n.º 25/2012 publicada a 17 de Julho
permite que determinado paciente deixe expresso se quer ser submetido a qualquer tipo de terapêuticas que lhe prolongue a vida de forma artificial. A declaração é feita no notário e pode ser alterada a qualquer altura, mas tem de ser renovada, já que caduca no período de cinco anos.
A diretiva antecipada de vontade em matéria de cuidados de saúde poder ser feita por qualquer pessoa maior de idade e capaz, ou seja, que não se encontre interdita ou incapacitada devido a problemas de ordem psíquica.

Podem constar do documento disposições que expressem a vontade clara e inequívoca do paciente como não ser submetido a tratamento de suporte artificial das funções vitais, ou a tratamento útil, inútil ou desproporcionado no seu quadro clínico e de acordo com as boas práticas profissionais, nomeadamente no que concerne às medidas de suporte básico de vida e às medidas de alimentação e hidratação artificiais que apenas visem retardar o processo natural de morte; receber os cuidados paliativos adequados ao respeito pelo seu direito a uma intervenção global no sofrimento determinado por doença grave ou irreversível, em fase avançada, incluindo uma terapêutica sintomática apropriada; tratamentos que se encontrem em fase experimental e pode ainda autorizar ou recusar a participação em programas de investigação científica ou ensaios clínicos.

No entanto, apesar do documento ter suporte legal, os médicos podem ignorá-lo em determinados casos excecionais ou podem alegar objeção de consciência.

O testamento vital pode ainda ser formalizado através de documento escrito, assinado presencialmente perante funcionário devidamente habilitado do Registo Nacional do Testamento Vital (RENTEV), apesar de ainda não existir tal estrutura.

Prevê-se que o RENTEV seja criado no ministério com a tutela da área da saúde, com a finalidade de rececionar, registar, organizar e manter atualizada, quanto aos cidadãos nacionais, estrangeiros e apátridas residentes em Portugal, a informação e documentação relativas ao documento de diretivas antecipadas de vontade e à procuração de cuidados de saúde, segundo avança o portal da saúde.
Os documentos serão informatizados para que clínicos lhes tenham acesso.
 
A Declaração tem de ser renovada a cada cinco anos.
 

domingo, 18 de novembro de 2012

O Toro de La Vega - Tordesilhas - Espanha

 

 
 

É frequente surgirem na minha página do Fbook imagens terríveis como esta, tal como as touradas, que obviamente condeno e cuja indignação partilho, no sentido de alertar e consciencializar as pessoas para práticas que em nada têm a ver com a cultura, muito pelo contrário, mas sobretudo para defender os pobres animais da pior besta: o Homem. O homem-sádico, cínico, frustrado, sanguinário, desprezível e abjeto. O homem sem humanidade.

A cultura nunca pode estar ligada a práticas sanguinárias nem ao domínio do outro pela violência e pela repressão, porque o que é cultura é e deve ser a expressão livre de uma humanidade e de um povo, assumidamente respeitador da diferença, vista com a compaixão e o respeito de quem esse outro vê igual a si, alegrando-se pela diversidade e nessa diversidade.

Também nestas imagens, o horror de que foi vítima - o assassinato - do grande resistente e grande mártir, o touro AFLIGIDO.

Até quando, Espanha? Até quando espanhóis? País civilizado? Onde pára a União Europeia e os valores civilizacionais que tanto apregoa? Voltámos ao europocentrismo? Com que Moral se criticam práticas, também elas condenáveis, de tribos africanas ou outras regiões e povos? Sim, com que Moral?

Quando é que põem fim a esta e outras crueldades, a este e outros espetáculos contra seres inocentes e indefesos, sejam humanos ou não humanos?

Nada justifica este horror e estas práticas sádicas e violentíssimas, para diversão e não só. Nada.

Que gente tão desumana, sádica e violenta, esta, tanto a que promove como a que assiste, se cala ou nada faz para tal acabar.

 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Contra a austeridade

No jornal The Guadian de hoje, 14 de Novembro de 2012, dia da greve geral - 1ª Greve Geral Ibéria:
 
Union members and activists in Madrid and Lisbon gather to join a European day of action against austerity measures. Workers in Spain, Greece, Italy and Portugal were all due to hold protests on Wednesday. A 24-hour strike causes transport disruptions, including many cancelled flights
 
 

 

Another Europe Now!


Today, millions of workers across the whole of Europe will engage in an action day against austerity and in favour of jobs and solidarity. There will be general national strikes in Spain, Portugal, Greece and Italy, with sector and company level strikes in other member states. Workers will also be marching on the streets in France, Poland, Czech Republic, Romania and Slovenia. From other member states, solidarity declarations, accompanied by punctual actions, will be made. Here in Brussels, trade unions will hand over the “Special Nobel prize of Austerity” to the President of the Commission.

Workers are more than right to stand up against the Europe of austerity and flexibility. Indeed, what the financial and political elite in Europe have done in the aftermath of the 2009 financial crisis defies all imagination. This elite has actually managed to rewrite the history of the financial crisis and to put forward the view that the crisis was not caused by banks and financial market failure but by public spending and wages spiraling out of control. However, what actually happened in reality is exactly the opposite: High and rising public spending or wages eating up profits did not cause this crisis. The crisis was triggered by capital flows, generating unsustainable housing and financial bubbles in many member states, and thereby saddling these countries up with enormous (private sector) debt loads. When, in 2009, these bubbles burst economies collapsed. Governments in charge had no other choice but to resort to deficit spending to finance the holes in public budgets that resulted from unemployment benefit shooting up and tax revenue falling. Rising public deficits, far from causing the crisis, functioned as the circuit breaker saving Europe in 2009/2010 from entering in a new Great Depression.

Disastrous Policies

Moreover, this reinterpretation of the causes of the crisis has not been limited to a purely intellectual exercise. Most unfortunately, and pressed by a European Central Bank, identifying the sovereign debt crisis as an excellent opportunity to push through its free market biased policy priorities, fiscal policy across the whole of Europe became restrictive.

From Spain to the UK, from Greece to Latvia, from Hungary to Ireland, from Romania to France, member states engaged in sweeping deficit reduction programs, mainly based on spending cuts and hikes in value added tax rates. These fiscal savings, when all of these programs are totaled, amount to hundreds of billions of purchasing power being taken out of the European economy.

This type of policy has been disastrous. What the zealots of austerity have managed to do is to short circuit the recovery and to push the economy back into recession: Economic activity in Europe will shrink by 0,3% in 2012. Moreover, no real recovery is expected to take place and economic activity in the Euro Area in 2013 is expected to stagnate. With economic activity in the doldrums, there’s unfortunately also little hope for the unemployed: Unemployment, already standing at 11,6% in the Euro area (as of October 2012) will continue to rise to even higher record levels.

Despite these disastrous outcomes, the basic response of the financial and political elite in Europe is not to change track but to continue with the policy of austerity. Indeed, according to the Commission analysis, the economy is back in recession, not because there has been too much fiscal austerity but too little!

To arrive at this conclusion, the Commission is once again drawing upon the old argument of confidence. Fiscal cuts, so the argument goes, have clearly been insufficient since they failed to restore financial market trust, thereby also failing to restore the flow of credit to the real economy and hampering investment and economic activity. In other words, the Commission’s view is that if governments would have gone for more austerity, then financial markets confidence would have been restored. Credit would have flown abundantly into the economy and would have allowed a new expansion of economic activity and this despite the massive policy of fiscal austerity that would have been operated.

A look at the facts makes it clear that the Commission’s argument is absurd. According to the latest IMF fiscal monitor, Euro zone governments are engaged in consolidation programs amounting to 3% to 4% of GDP between 2010 and 2012/2013. Put bluntly, by cutting public sector wages, jobs, investments and social expenditures member states have taken €300 to €400 billion of demand and purchasing power out of the economy in only two years.

The key question therefore is that if €400 billion of savings and cuts are not enough to calm financial markets, will €600 or €800 or €1000 billion do the trick? Isn’t it time for the European policy elite to consider that if the patient is dying it may be because he or she has been given an entirely wrong and even deadly treatment and not because the patient did not get enough medicine? The reality is that markets not only care about financial indicators, they also care about the real economy. Markets know very well that when jobs and investment go down the risk of debt default is going up.

Finally, and reflecting an old German saying that ‘if the government does not agree with the people, it should re-elect another people’, the discussion is taking on an absurd and dangerous dimension. For example, over the summer of 2012, a prime minister of one large member state (who himself was never elected), publicly declared that it’s the responsibility of governments, after having agreed to policy decisions in Brussels, to educate their national parliaments on the necessity of these policies. Even worse is the new term of ‘market conforming democracy’, a term that was recently launched in German public opinion by the Chancellor herself. What these two heads of state are actually suggesting is that the competence of national democracies should be subordinated to what the economic and financial elite considers necessary to save the single currency.

At today’s action day, workers in Europe will not only be fighting against the policy of austerity or fighting to safeguard the social dimension. They will also be fighting to save the essence of democracy in Europe from narrow and unbalanced rules being imposed and dictated by a certain elite.




14/11/2012 By Ronald Janssen in The Guardian