terça-feira, 2 de agosto de 2011

VAMOS ACABAR COM AS TOURADAS

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É FUNDAMENTAL SABER A VERDADE E CONHECER O QUE OS DEFENSORES DAS TOURADAS ESCONDEM E MUITOS NEM SABEM!



Publiquei no FB e e-mail este terrível documento (vídeo) e continuarei a fazê-lo frequentemente. Custa muito vê-lo mas mais custa saber que não o divulgando contribuirá, certamente, para a manutenção dos argumentos estupidificantes daquelas mentes perversas, que combatem as suas frustrações sacrificando, torturando até à morte um animal fantástico, inocente, pensando exorcizar deste modo os seus demónios domésticos e as suas frustrações sexuais, alimentando um machismo que tresanda e apodrece nas palavras e nos gestos de quem valente se faz à custa do “jogo sujo” e da cobardia, como sempre soubemos mas que eles sempre negam.
Eles, os toureiros a pé, a cavalo, os forcados, os ditos aficionados, excitados com a visão de uma morte lenta que sublima os seus recalcamentos e os torna, por momentos, seres superiores aos seus próprios olhos mas infinitamente inferiores aos olhos da Razão.
Se nós, que defendemos a vida com dignidade para todos os animais, a compaixão, o respeito, o fim da tortura, o fim de espectáculos sanguinários com o sacrifício de animais, a exploração desumana dos mesmos, quer nos circos, “jardins” zoológicos, guarda de habitações e terrenos, quer na forma brutal como o homem os utiliza para seu proveito e lucro financeiro, caso dos aviários e vacarias industrializadas, criação de porcos, matadouros … se nós não dermos voz a esta pobre gente e denunciarmos a horrenda realidade, quem mais o fará?
Numa altura em que as tecnologias de informação e comunicação fazem parte intrínseca do nosso quotidiano, facilitando os contactos, divulgando mensagens e reforçando as relações entre todos nesta aldeia global, não há desculpa para não utilizar, por exemplo, as redes sociais, como meio e estratégia privilegiada para a união de todos os que querem derrubar os lobbys instalados que vivem do espetáculo e do comércio da morte, caso da tauromaquia, bem como, de quem os subsidia e apoia.
Se nada fizermos, se nem a divulgação de materiais como este divulgarmos, de que valerá dizer sou contra as touradas se nada fizer para dar força e concretizar essa aspiração, desejando pôr fim a esse maldito entretenimento, sádico e chocante, deprimente e horrendo.
Já vimos que a luta tem que endurecer e que essa luta jamais vingará sem a nossa adesão e participação activa.
Temos que agir mais vezes, falar menos e sermos mais.
Sair para a rua com as associações e mostrar desassombradamente a nossa indignação, escrever nos jornais, blogues, facebook, intervir no nosso círculo de amigos, à mesa do café, nas escolas, estarmos receptivos às informações das diferentes organizações de defesa da vida animal, ajudá-las no que pudermos, divulgando as suas acções e, sobretudo, marcando presença nos momentos cruciais em que a nossa força se medirá, “para o outro lado”, não pelo número de apoiantes ou associados que existem mas pelo número dos que estão na rua e dali não arredam pé.
Não há nem nunca houve lutas fáceis mas, mesmo difíceis, só delas sairá a vitória que pretendemos. Vitória sobre a ignorância, a crueldade, o sadismo, a estupidez e a boçalidade.
Por favor, divulguem. Divulguem até à exaustão!
Está nas nossas mãos acabar ou perpetuar esta crueldade e desmascarar os argumentos dos seus amantes, porque a maioria destes nada sabe sobre os maus-tratos e torturas infligidas (caso dos exemplos que o vídeo mostra), execráveis, brutais, e que fazem parte da “preparação” do touro para a lide.
Compete-nos a nós, defensores dos direitos dos animais não-humanos, neste caso, dos touros, revelar a verdade que se esconde atrás das tábuas. Somos os únicos que podemos esclarecer verdadeiramente os que ainda defendem as touradas, porque não sabem o que há muito nós sabemos e porque nada nos move a não ser a compaixão e o respeito que todos os animais nos merecem.
Partilha este vídeo. Partilhem. Mesmo que ao partilhá-lo as lágrimas vos corram pela cara abaixo.
Divulga este vídeo. Divulguem. Repetidamente. A todos os vossos contactos. Até à exaustão.
Por favor, que essas lágrimas que se soltam sejam a força que libertará aqueles pobres seres, torturados e assassinados lentamente ao som das palmas e olés que também ajudam a matar.
Por favor, é agora! Juntemo-nos todos para acabar com isto!
As associações de defesa dos animais que iniciem a mobilização mas que ninguém deixe de as apoiar nas suas acções e esforçar-se por estar presente nas mesmas.
A luta contra as touradas deve ser, para nós, uma das lutas prioritárias na nossa agenda de vida!
Isto não pode continuar e a ordem dos veterinários também deve assumir as suas responsabilidades neste espectáculo de enorme sofrimento, pelo que faz ou pelo que devia fazer e não faz, pelo que esconde e as razões porque o faz, ou porque faz de conta que não sabe ou que não vê. Também tem culpas no cartório como sempre têm os que não agem com ética e deontologia profissional, mais preocupados que estão em defender os lobbys e a promovê-los do que com a dignidade da vida animal.
Tenho a certeza que esta nossa luta sairá vitoriosa se nós, de uma vez por todas, a enfrentarmos com mais dureza e maior adesão a nível nacional, servindo uma estratégia conjunta devidamente planeada por todas as organizações de defesa dos animais portuguesas e, por que não, espanholas.  
Nazaré Oliveira

Para quem quiser ler mais sobre este assunto...

domingo, 31 de julho de 2011

As crianças-soldados


A resolução 1998 das Nações Unidas é de extrema importância e, aqui, mais uma vez, o papel fundamental da ONU na defesa da dignidade, direitos humanos e justiça.


Ao ponto que se chega quando se aliciam, recrutam e treinam crianças para a guerra!

Injectam-lhes raiva e preparam-nos para destruir, matar, matar os outros e matarem-se a si próprias, em nome de um pretenso deus misericordioso que no céu os acolherá, esvaziados que foram de qualquer sentimento que não o ódio e a vingança. Completamente manipulados pelos que, em nome da fé, da intolerância e do egoísmo, os impelem para o encontro com a morte que deles fará mártires e heróis estupidamente desaparecidos.

Não olharam nem olham a meios para saciar a sua fome de poder e a sua sede de sangue, fazendo na terra o verdadeiro Inferno que a todos atormenta, obsessivamente impelidos pela cegueira do fundamentalismo religioso e escondidos no terrorismo com o qual roubam a vida de inocentes, a infância, paz e o direito que todos têm de ser felizes.  

Afeganistão, Birmânia, Burundi, Chade, República Centro-Africana, Colômbia, República Democrática do Congo, Filipinas, Nepal, Somália, Sudão, Sri Lanka e Uganda, são os países onde mais casos se verificam de crianças recrutadas para combater.
Além de recrutadas quase sempre pela força, são raptadas às suas famílias e à pobreza imensa das suas vidas, drogadas e psicologicamente instrumentalizadas para a espionagem, exploração sexual e, horror dos horrores, para servirem de escudos humanos.

Calcula-se que haja mais de 300 mil crianças envolvidas em conflitos armados por esse mundo fora. 
A Unicef refere que a maioria é adolescente e que até crianças com 7 anos estão nestas situações.
Quando os ”compromissos de Paris” em 2007 foram assumidos,  os países prometeram combater a “impunidade” dos que cometem estes recrutamentos e "investigar e perseguir” essas pessoas, opondo-se à amnistia destes crimes. Para pôr termo a este recurso inaceitável, a conferência de Paris também se propôs aprovar um acordo no sentido de se desenvolverem novos programas de libertação, de protecção e de reinserção social dessas crianças-soldados.
Estas, devem ser consideradas como vítimas e não apenas como presumíveis culpados.
O trabalho de Graça Machel   http://www.unicef.org/graca/ "O impacto dos conflitos armados sobre as crianças", the impact of conflict on children, trouxe uma maior visibilidade a estas crianças e jovens e aos horrores da sua condição de “soldados”, aprofundando o debate sobre matéria tão séria e tão urgente, quer  à luz dos Direitos Humanos/Direitos da Criança quer à luz do Direito Internacional, permitindo “o rápido entendimento de que crianças transformadas em combatentes são vítimas ou alvo fácil para manipulações por parte de organizações que aderem aos conflitos em busca de ganhos políticos”.
Leituras que sugiro:
Nazaré Oliveira
 

New York, 12 July 2011 - During the annual Security Council Open Debate on Children and Armed Conflict, the Security Council unanimously adopted a resolution expanding the criteria for listing parties to conflict in the Secretary-General's annual report. The criteria now include parties who attack schools and hospitals.
Additionally, the Security Council, under the German presidency, firmly reiterates its readiness to impose targeted measures against those who persistently violate children's rights in conflict. Read Full Press Release









PRESS STATEMENT: Statement by the Special Representative for Children and Armed Conflict on the protection of children in Libya (09 Mar)










The sharkman. O homem-tubarão.

sábado, 30 de julho de 2011

Dom Manuel Martins e as touradas





Li isto e partilhei no FB: "A NOBREZA do TOURO E A COBARDIA DO HOMEM. Um bispo contra as touradas-Cabe aqui referir a importante posição de D. Manuel Martins (Bispo de Emérito de Setúbal), quando gentilmente recebeu uma delegação do MATP - Movimento Anti-Touradas de Portugal e lhe questionamos se gostava de touradas: "Não gosto, nunca gostei. Brincar barbaramente com um animal, como na tourada, acho que é uma agressão à Ecologia, ao equilíbrio da natureza." Fonte: MATP - Movimento Anti-Touradas de Portugal”

Aqui reproduzo a troca de opiniões interessante que provocou, dia 24 de Julho, na minha página do FB. Da discussão nascerá a luz?

RPS Nunca percebi a fobia actual destas "cruzadas" anti-taurinas. Em sua substitução é mais um modo de cultura que se destroi. E claro... já te disse anteriormente, em sua substituição caminharemos, a passos largos, na tão famigerada globalização e no vazio cultural. Com coisas tão importantes para se preocuparem, a burguesa essencia de certos intelectuais (ou armadados em tal) urbanos DESTROIEM pedra atrás de pedra da alma de um país!!! Mais uma vez reconheceremos que Hemingway e Picasso eram umas "bestas sanguinárias", assim como o são muitos mais. E até na Igreja, tal como como D. Januário Torgal Ferreira que por acaso até tem uma visão completamente oposta ao "Bispo Vermelho".
Luisa Correia‎"cruzadas" talvez por uma boa causa...No circo romano a multidão também se divertia...
Nazaré Oliveira R, gostaria que me respondesses, sinceramente, com sim ou não, às seg perguntas sobre esse "espectáculo"? 1- é feito com crueldade? 2- é sangrento? 3- é macabro? 4- é fonte de rendimento? 5- é um negócio? 6- serve a educação cívica? 7- promove boas práticas? 8- dá prazer? 9- tem utilidade? 10- faz sentido? 11- é desporto? POR FAVOR, AGRADECIA QUE FUNDAMENTASSES OS TEUS SIM OU NÃO, PARA QUE TODOS PERCEBAM, AFINAL, DE QUE É QUE TENS MEDO, OU MELHOR, QUAL É A TUA FOBIA. Vou ler atentamente as tuas fundamentações pois, as minhas, já as conhecem há muito, quer nas n conversas quer nos artigos q publico no meu blogue.
Nazaré Oliveira Já agora, eu sou contra a tourada do mesmo modo que sou contra a tortura, a crueldade, a pena de morte, a humilhação e a exploração do sofrimento dos outros, a ignorância e a estupidez. Quero lá saber se A ou B estão ou não "do meu lado"! O que me interessa é que EU ESTOU DO LADO DA VIDA. Vida com dignidade que reivindico para todos, até para os ignorantes e estúpidos.
RPS Nazaré. Sabes que o sentido da "tourada" é cultural, simbólico e até místico. É a representação do "triunfo da arte sobre a força bruta; da inteligencia sobre a bestialidade; da coragem sobre a adversidade do imprevisivel! E tudo isto se representa numa celebração, porque tudo isto existe na nossa própria vida. E, obviamente para os anti-tourada o resultado é fácil de prever: menos uma tradição e extinção completa dos touros bravos! Talvez isso satisfaça os relativistas culturais: Aqueles que em troca da destruição da essencia nacional o sustituem por culturas estrangeiras ou por sub-culturas mediocres...
Luisa Correia A tourada é uma arte que gera sangue e sofrimento.O Rui identifica o touro com a força bruta,a bestialidade, o imprevisível.Um touro picado é excitado, sofre e em desespero ataca...é condicionado para dar espetáculo!E o homem aí exercita a sua inteligência, a sua arte triunfal de coragem sobre a adversidade?? Não haverá outras formas mais construtivas de celebrar estas qualidades? A extinção da tourada como destruição de uma tradição e de uma cultura? Assim não se deveria ter acabado com a pena de morte!Era a celebração pública da justiça, o castigo exemplar perante a multidão!Além disso as culturas deverão supostamente evoluir num sentido mais humano que inclui o respeito pelos animais ( mesmo os selvagens)e pelo ambiente. Fique na sua Rui.Divirta-se com as touradas.Também lutarei pela " essência nacional" mas sem touradas!
RPS Luisa. O problema é que as culturas "não estão a evoluir" mas sim a regredir! Tudo se destroi e tudo se apaga e NADA RESTA para além da sub-cultura de mediocridade ou dos estrangeirismos por complexo. É isso que essencialmente condeno, da mesma forma que digo NÃO ao paternalismo por decreto! Se há liberdade para umas coisas, então deverá haver para todas.
Nazaré Oliveira Pagam um dinheirão para ver este HORROR e TERROR e dizem, depois, não ter dinheiro para comprar os manuais para os filhos ou, então, andam "à mama" a pedinchar subsídios e a fazerem-se de pobrezinhos! Este país está cheio de merdosos!
RPS Luisa. Essa do Circo Romano já não pega. Por paralelismo, é a mesma coisa que estar a querer condenar o cristinismo e só falar da Inquisição!
Nazaré Oliveira RPS, não conseguiste fundamentar o que te pedi nas perguntas aqui colocadas no domingo às 18.34h. Obrigada. Essa é a melhor prova que me/nos podias dar para justificar o que NEM TU PRÓPRIO CONSEGUES.
Aliás, estás mesmo bem "nesse clube": usas os chavões habituais dessa gente que só se excita na arena e com os touros, com o sangue a jorrar do corpo desses seres inocentes e indefesos.
Essa gentinha, incluindo os forcados) cheios de paranóias, frustrações, machões a tresandar a marialvismo, vivem do sadismo e do gozo que lhes dá o cheiro do sangue quente e o som da carne a rasgar-se pela força bruta e impiedosa das bandarilhas traiçoeiras que os vão enfraquecendo e matando lentamente ao som das palmas criminosas de gente perversa que assiste e vibra com raiva, com ódio e estupidez, a cenário tão macabro.
A pé ou a cavalo, escondem a sua pequenez (interior e exterior) debaixo das ridículas e efeminadas vestimentas que os espartilham até ao cérebro.
Mentalmente entorpecidos, nunca sabem responder às minhas perguntas, quero dizer, FUNDAMENTAR O SEU “SIM” OU O SEU “NÃO”, como acabaste de provar, desde domingo às 18.34h!
Agarram em meia dúzia de palavras sonantes pseudo-intelectualmente brilhantes e espetam-nos com elas como se “do lado de cá” embrutecidos também houvesse.
Palavras vazias de sentido e de humanidade, pretensiosamente e incorrectamente utilizadas para transmitirem uma postura cultural e moral que nunca terão (e demonstram sempre nunca ter), pavoneando-se como heróis que são da verborreia fácil perante aquela plateia de criaturas horrendas à espera do sofrimento e da morte que aplaudem até de pé.
RPS Detesto paternalismos...

O terrorista de Oslo está a servir-se de nós



Estes tipos, que fazem do Mein Kampft o seu livro de cabeceira, claro que planeiam tudo! Claro que são inteligentes nessa planificação do terror e da monstruosidade!
Estúpidos e nojentos são os que lhes arranjam sempre patologias mentais para os safarem ou branquearem a sua imagem, como se um monstro destes alguma vez tivesse um pingo de dignidade!
Com brandos costumes, aqui ou na Noruega, aumentarão certamente os perigos para as sociedades democráticas, irremediavelmente condenadas pela ignorância dos que não vêem ou não querem ver a diferença.
É verdade, sim, chega a causar asco o tempo de antena que esses tipos têm e a arrogância com que dele se servem!



UMA MONSTRUOSIDADE!

terça-feira, 26 de julho de 2011

União Europeia - Os apelos ao “federalismo”


Os apelos ao “federalismo” mostram uma vontade: a vontade de não cumprir o programa assinado entre Portugal, a União Europeia e o FMI.
Passaram dois meses desde a assinatura do acordo, este mal começou a ser implementado, e já há quem tenha assumido uma das atitudes favoritas dos portugueses: vamos arranjar uma maneira de nos safar sem ter que fazer o trabalho difícil. A atitude do "esquema" vestiu a roupa do federalismo europeu. Claro que ao fazê-lo, assume uma posição moral, aparentemente desinteressada, e até para o bem da própria "Europa".
O que significa então esta nova versão de "federalismo"? Basicamente, federar a dívida portuguesa (mais a grega, a irlandesa e, talvez, a espanhola, a italiana e a belga).
Em traços gerais, seria este o resultado dos ‘eurobonds'. É por isso que a Alemanha e os seus aliados da zona Euro têm rejeitado as soluções que visam "europeizar" as dívidas. Além de não quererem transferir dinheiro para os países endividados, desconfiam que a solução "fácil" iria adiar, mais uma vez, a necessidade de reformas estruturais. E vendo as resistências às reformas que começam a aparecer, têm alguma razão.
Até pode acontecer que para salvar o Euro seja necessário aprofundar a construção europeia e encontrar-se uma fórmula para os países mais ricos se responsabilizarem pelas dívidas dos mais endividados. Mas ninguém julgue que isso resolve o problema e que poderíamos, então, voltar à vida do costume. A federação da dívida teria um outro lado: a federação da autoridade e do poder. E quem pagar, vai mandar ainda mais.
Ao contrário do que pensam os seus defensores, o "federalismo" pode salvar o Euro, mas não resolve o essencial. Isto não é uma crise do Euro. O problema de fundo da crise europeia é que chegámos ao fim de um modelo económico e social e de um certo modo de vida. Não é possível continuar a aumentar o consumo, a reforçar os privilégios sociais, sem produzir a riqueza suficiente e a viver de crédito. Só há duas soluções: ou produzimos mais, e continuamos a ser prósperos; ou não produzimos, e perdemos privilégios. Mesmo que haja mais "federalismo", teremos que fazer reformas ou alterar o modo como vivemos.
De resto, só mudaria a autoridade que nos obrigaria a fazê-lo. Seria alguém em nome da "federação". Esta é a última hipótese de sermos nós portugueses, através das instituições nacionais e após um processo de legitimização democrática, a fazê-lo. Se ainda há orgulho e dignidade no nosso país, vamos cumprir as nossas obrigações sem ficar à espera que nos salvem.
No fundo, nesta narrativa ilusória, a "federação europeia" substituiria o Estado português. Se este já não pode pagar, que pague aquela. Mudar de vida é que não. Eis, o verdadeiro problema: há muita gente que ainda não consegue imaginar um futuro diferente e melhor que o passado.

João Marques de Almeida, Professor universitário http://economico.sapo.pt/noticias/federalismo_122790.html

Africa famine experts: 800,000 children may die


Por que é que os países que podem ajudar esta gente não o fazem? Depressa! 

Estraga-se tanta água, alimentos, medicamentos...Consome-se tanta porcaria! Vive-se de uma forma tão egoísta, tão desumana, tão indiferente ao OUTRO!
Acentua-se o abismo entre quem tem tudo e quem não tem nada.
Mas o que revolta e enoja é que são sempre os mesmos a pagar com a vida as consequências da aplicação de políticas económicas e ambientais que os mais poderosos teimam em prosseguir!
Até quando? Até quando esta realidade tragicamente documentada nas fotos anexas? Até quando estes massacres, estes rostos, estes olhos, esta DOR?
Até quando relações políticas e internacionais de hipocrisia feitas e falsas promessas? Até quando?

July 26, 2011 11:01 AM
Mihag Gedi Farah, a seven-month-old child with a weight of 3.4kg, is held by his mother in a field hospital of the International Rescue Committee, IRC, in the town of Dadaab, Kenya, Tuesday, July 26, 2011. (AP Photo/Schalk van Zuydam) (AP) 


DADAAB, Kenya - Mihag Gedi Farah is 7 months old, and weighs as little as a newborn with the weathered skin of an old man.

His mother managed to get him to a field hospital in a Kenyan refugee camp after a weeklong odyssey, but the baby's anguished eyes, hollow cheeks and fragile limbs show just how severe Somalia's famine is becoming.

Officials have warned that 800,000 children could die across the Horn of Africa, and aid workers are rushing to bring help to dangerous and previously unreached regions of drought-ravaged Somalia.




Mihag's sunken face brings new urgency to their efforts and raises concerns about how many children like him remain in Somalia, far from the feeding tubes and doctors at this Kenyan refugee camp.

His fragile skin crumples like thin leather under the pressure of his mother's hands, as she touches the hollows where a baby's chubby cheeks should be.


Sirat Amine, a nurse nutritionist with the International Rescue Committee, puts the little boy's odds of survival at just 50-50. Mihag weighs just 7 pounds, 8 ounces when a boy his age should weigh nearly three times that.

"We never tell the mother, of course, that their baby might not make it," the nurse says. "We try to give them hope."




Mihag is the youngest of seven children in his family. His mother brought him along with four of his siblings on the journey from Kismayo to northern Kenya after all their sheep and cattle died because of drought.

Like the tens of thousands of other Somalis fleeing starvation, the family traveled by foot, other times catching rides with passing trucks, cars or buses.

His mother, Asiah Dagane, isn't sure of her age but appears in her mid-30s. She sits at her baby's bedside with little to say: "In my mind I'm not well. My baby is sick. In my head I am also sick," she says softly.

The United Nations estimates that more 11 million people in East Africa are affected by the drought, with 3.7 million in Somalia among the worst-hit because of the ongoing civil war in the country.


Somalia's prolonged drought devolved into famine in part because neither the Somali government nor many aid agencies can fully operate in areas controlled by al Qaeda-linked militants, and the U.N. is set to declare all of southern Somalia a famine zone as of Aug. 1.

Aid organizations including the U.N. World Food Program have not been able to access areas under the control of the al-Shabab militants, who have killed humanitarian workers and banned the WFP.

The U.N. has said it will airlift emergency rations later this week in an effort to try and reach at least 175,000 of the 2.2 million Somalis who have not been helped yet.

The new feeding efforts in the four districts of southern Somalia near the border with Kenya and Ethiopia could begin by Thursday, slowing the flow of tens of thousands of people who have fled their homes in hope of reaching aid.

But the WFP hasn't operated there for more than two years, and must find and rehire former employees to help with distribution. Transportation is also a substantial obstacle, as land mines have severed key roads and a landing strip has fallen into disrepair.

Donations are also desperately needed to sustain the aid effort in the Horn of Africa: The U.N. wants to gather $1.6 billion in the next 12 months, with $300 million of that coming in the next three months.

On Wednesday, the U.N. Food and Agriculture Organization said a coordination conference is due to be held Wednesday in the Kenyan capital.