segunda-feira, 17 de julho de 2017
Remunerações máximas das carreiras especiais da AP (Portugal 2017)
(Clicar para ampliar)
Destas carreiras especiais, só as dos serviços de segurança tiveram actualizações salariais desde 2009: https://goo.gl/Gt1qeB
terça-feira, 4 de julho de 2017
Escolas seguem orientações da tutela e há alunos a passar de ano tendo negativa a metade das disciplinas?
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| Foto do jornal I |
Li esta notícia.
Nem tudo o que parece é, mas...
São os
professores que conhecem os alunos, que conhecem a realidade.
Avaliar é algo muito sério. Transitarem ou não, é uma decisão que cabe aos professores, decisão tantas vezes limitada, é certo, por regulamentação da tutela muito desajustada do terreno.
Também é verdade que as escolas continuam a ter demasiada burocracia, demasiadas grelhas e planos, como se o aluno e a turma e o processo de aprendizagem se pudessem restringir a linhas rectas e perpendiculares, que pouco ou muito pouco cruzam ou sequer tangem com a verdadeira realidade.
Parece que o professor não tem autoridade, segurança e independência no seu trabalho, tal é a necessidade incrível de tudo ter passado a ser justificável por números e mais números, planos e mais planos, grelhas e mais grelhas Excel, lindas, coloridas, mas tão perversamente esclarecedoras e realistas.
Nem tudo tem ou deve ser quantificável.
Muita coisa (há muito!) devia ser ser revista no âmbito da avaliação, seguramente, das tarefas mais difíceis de um professor mas, também, das que mais tem sofrido nas mãos deste ou daquele governo, deste ou daquele ministro da educação.
Enquanto tivermos nas escolas professores acólitos, subservientes à tutela e aos pais, com falta de profissionalismo (porque também disto se trata), falta de personalidade, acríticos, que fingem fazer aquilo que de facto só a realidade turma evidencia, porque, aí, é que se joga o tudo ou nada, o que se sabe ou não, o que se faz ou finge saber... enquanto tivermos nas escolas gente que não se sente professor mas que o diz ser, gente que não gosta de ensinar mas que o diz fazer... teremos esta situação que a notícia transmite, e não só.
Numa profissão cada vez mais exigente e mais dura, porque a sua essência parte da realidade social, ela própria, cada vez mais desestruturada e complexa à qual vai buscar o seu objecto de trabalho, teremos todos estes males a ensombrarem a missão extraordinária de quem ensina porque gosta mas também porque sabe.
Convém continuar a lembrar que os problemas na Educação e nas Escolas passam sobretudo (e muito) pela resolução dos grandes problemas e das grandes e legítimas reivindicações dos professores, leia-se, dos professores que gostam de o ser e que na realidade isso têm provado àqueles que de facto mais próximos de si estão - os seus alunos -, apesar das condições em que o fazem, quer materiais quer salariais.
Os bons professores precisam de uma tutela que os ouça e que com eles colabore e neles reconheça a imprescindibilidade de um trabalho que missão chega a ser, o mesmo se aplicando a certos alunos e a certos encarregados de educação, tantas vezes, eles próprios, obstáculos a uma sã e desejável relação de proximidade responsável.
Avaliar é algo muito sério. Transitarem ou não, é uma decisão que cabe aos professores, decisão tantas vezes limitada, é certo, por regulamentação da tutela muito desajustada do terreno.
Também é verdade que as escolas continuam a ter demasiada burocracia, demasiadas grelhas e planos, como se o aluno e a turma e o processo de aprendizagem se pudessem restringir a linhas rectas e perpendiculares, que pouco ou muito pouco cruzam ou sequer tangem com a verdadeira realidade.
Parece que o professor não tem autoridade, segurança e independência no seu trabalho, tal é a necessidade incrível de tudo ter passado a ser justificável por números e mais números, planos e mais planos, grelhas e mais grelhas Excel, lindas, coloridas, mas tão perversamente esclarecedoras e realistas.
Nem tudo tem ou deve ser quantificável.
Muita coisa (há muito!) devia ser ser revista no âmbito da avaliação, seguramente, das tarefas mais difíceis de um professor mas, também, das que mais tem sofrido nas mãos deste ou daquele governo, deste ou daquele ministro da educação.
Enquanto tivermos nas escolas professores acólitos, subservientes à tutela e aos pais, com falta de profissionalismo (porque também disto se trata), falta de personalidade, acríticos, que fingem fazer aquilo que de facto só a realidade turma evidencia, porque, aí, é que se joga o tudo ou nada, o que se sabe ou não, o que se faz ou finge saber... enquanto tivermos nas escolas gente que não se sente professor mas que o diz ser, gente que não gosta de ensinar mas que o diz fazer... teremos esta situação que a notícia transmite, e não só.
Numa profissão cada vez mais exigente e mais dura, porque a sua essência parte da realidade social, ela própria, cada vez mais desestruturada e complexa à qual vai buscar o seu objecto de trabalho, teremos todos estes males a ensombrarem a missão extraordinária de quem ensina porque gosta mas também porque sabe.
Convém continuar a lembrar que os problemas na Educação e nas Escolas passam sobretudo (e muito) pela resolução dos grandes problemas e das grandes e legítimas reivindicações dos professores, leia-se, dos professores que gostam de o ser e que na realidade isso têm provado àqueles que de facto mais próximos de si estão - os seus alunos -, apesar das condições em que o fazem, quer materiais quer salariais.
Os bons professores precisam de uma tutela que os ouça e que com eles colabore e neles reconheça a imprescindibilidade de um trabalho que missão chega a ser, o mesmo se aplicando a certos alunos e a certos encarregados de educação, tantas vezes, eles próprios, obstáculos a uma sã e desejável relação de proximidade responsável.
Nazaré Oliveira
domingo, 2 de julho de 2017
Portugal é um paiol roubado
Já viram o que ultimamente se anda a passar em Portugal?
Cada vez mais crimes, cada vez mais criminosos, cada vez mais irresponsáveis,
cada vez mais gente "do topo" com brutas mordomias e brutas
remunerações a mostrar escandalosamente que não cumpre minimamente o seu
dever, que nos envergonha como povo e nos ensombra a democracia e as conquistas que abril nos deu.
Escalpelizam cada vez mais
o Estado Social, para nosso infortúnio, e nada fazem para merecer aquilo que altivamente ostentam: os títulos, as condecorações, os lugares na
sociedade, na política...
Ainda mal refeitos dos horrores de Pedrogão e do terror que se viveu,
aguardando com ansiedade que a justiça corra célere e a verdade também,
recordo, igualmente, a morte daqueles jovens que nos Comandos perderam a vida
graças à estupidificação de treinos militares, e de militares que nunca o deveriam
ser, ao ponto de terem contribuído para desfecho tão doloroso e ao mesmo tempo revoltante porque inadmissível.
Mergulhada nestes pensamentos, lendo o que tenho lido, vendo o que tenho
visto, deparo-me hoje, mais uma vez pela imprensa, com o cenário negro de um
país continuamente adiado em princípios e valores humanistas,
concluindo quão lamacento anda Portugal e os seus "mandantes" mais os
que ainda dormem o sono da razão.
O que chama logo a atenção e nos revolve
as entranhas e nos revolta, são os títulos, claro, mas sobretudo, saber, neste caso, que o perímetro que circunda as unidades ficara sem a habitual vigilância das
rondas feitas por militares da base na noite de terça para quarta-feira, quando
se deu o assalto, que dentro das instalações estavam quase 20
paióis e apenas três foram assaltados, precisamente aqueles que tinham material
relevante, sem a habitual vigilância de militares durante quase 20 horas e que,
pasmem-se outra vez, que a vedação estava danificada além de o sistema de videovigilância estar inoperacional há
pelo menos dois anos!
Que é isto? Onde estão ou andavam os responsáveis? Que têm feito ao longo dos anos?
Se fosse um
professor a faltar às aulas, por razões de força maior, justificadas,
"caía o Carmo e a Trindade"!
Se fosse um médico "apanhado" a
descansar a cabeça por breves momentos, numa urgência, de madrugada, "caía
o Carmo e a Trindade”!
Um indivíduo que fora apanhado a roubar um champô
(noticiado pelos jornais) foi logo preso. Estes militares...
Triste país! Parece que o que interessa mesmo é
saber que o Ronaldo tem mais 2 filhos encomendados, que o Benfica está assim e
assado, que o tal do Sporting casou outra vez, que se transferiu o jogador A
para o clube B e que isso rendeu milhões e milhões ...
Estou farta disto! Nunca mais acabam estas
merdices e estes merdosos.
Para ajudar, temos à porta as eleições
autárquicas: todos "bentos e santos", sorridentes, bem-falantes,
honestos, sérios, "limpinhos"...
Mas eu vou votar. Sim, vou votar mas não
"nesta tropa".
Simone Veil
Simone Veil
(1927-2017), a sobrevivente que fez história pelas mulheres
Foi protagonista da lei que em
1974 despenalizou o aborto, europeísta convicta, magistrada e uma das figuras
políticas mais amadas de França. Antes de tudo isso, sobreviveu ao inferno dos
campos de concentração.
Foi a 26 de Novembro de 1974 que Simone
Veil subiu à tribuna da Assembleia Nacional francesa para falar em nome das 300
mil mulheres que todos os anos abortavam clandestinamente no país. “Não podemos
continuar a fechar os olhos”, disse a então ministra da Saúde, num discurso que
seria repetido por muitas outras depois dela e que a França voltou a recordar
no dia em que chorou a morte de uma das suas personalidades políticas mais
amadas.
Há muitas dimensões nos 89 anos de vida
de Veil, a jovem judia deportada para os campos de concentração nazi que
sobreviveu para se tornar magistrada e ministra, a combatente pelos direitos
reprodutivos das mulheres, a primeira Presidente do Parlamento Europeu eleito
por sufrágio universal, a constitucionalista e voz empenhada em todas as causas
em que acreditava.
“Possa o seu exemplo inspirar os nossos
compatriotas, que nele encontrarão o melhor de França”, reagiu o Presidente
Emmanuel Macron, logo depois de a família ter anunciado a sua morte. “Que a sua
vida exemplar permaneça uma referência para todos os jovens de hoje. Era uma
mulher excepcional que conheceu as maiores felicidades e as maiores tragédias
na vida”, escreveu o antigo Presidente Valéry Giscard d'Estaing, que em 1974
lhe entregou a pasta da Saúde e a tarefa – então quase suicida, sobretudo para
um Governo de direita – de fazer aprovar a despenalização da interrupção
voluntária da gravidez com que ele se comprometera na campanha.
Ela não o desiludiu, mesmo que já no
final da vida tivesse confessado que acreditava que “não iria durar mais de
umas semanas” no cargo, o tempo necessário “para cometer alguma asneira”.
Mas em vez de insegurança, mostrou
convicção, mesmo perante os piores insultos. “Nenhuma mulher recorre de ânimo
leve ao aborto. Ele continuará a ser sempre um drama”, afirmou a jovem
ministra, perante um hemiciclo onde apenas nove dos 490 lugares eram ocupados
por mulheres. O debate demorou três dias, mas a lei – que assumiria o seu nome
– acabou por ser aprovada por 284 votos a favor, fazendo de França o primeiro
país de maioria católica a despenalizar a IVG. “Se sinto orgulho? Não, mas
sinto uma grande satisfação porque isto era muito importante para as mulheres,
porque era um problema que me era caro há muito tempo”, responderia anos mais
tarde.
Sobrevivente
O carácter que a definiria – “uma
rocha”, na descrição do Libération – atribuiu-o ela própria à
sua infância e, sobretudo, à experiência inimaginável do Holocausto, que foi a
sua companhia permanente. “Tenho a convicção que no dia em que morrer, será na
Shoah que pensarei”, disse ao Le Monde em 2009.
Simone nasceu em 1927, a mais nova de
quatro filhos de uma família judia burguesa – o pai um arquitecto premiado, a
mãe forçada pelas regras da sociedade a abandonar os estudos de Química para
cuidar da família. Uma infância feliz brutalmente interrompida pela II Guerra e
a invasão nazi. A família foi presa e deportada em Março de 1944, o pai e o
irmão num comboio com destino à Lituânia, onde acabariam por morrer em
circunstâncias nunca apuradas; ela, a mãe e uma das irmãs enviadas para
Auschwitz-Birkenau. Sobreviveu aos trabalhos forçados – contou que foi
protegida por uma guarda prisional que lhe disse que “era demasiado bonita para
morrer ali” – aos quilómetros da fuga forçada através da neve que terminou no
campo de Bergen-Belsen, onde a mãe, doente com tifo, morreria dias antes da
libertação.
Com o número de prisioneira – 78651 –
para sempre tatuado no braço, Simone regressou a França, matriculou-se na
Sciences Po, onde conheceu Antoine Veil, seu marido em pouco tempo. Tiveram
três filhos e foi então que, após duras discussões conjugais, convenceu Antoine
de que não iria ficar em casa. Ele aceitou na condição que ela fosse magistrada
e sua ascensão foi imparável: em 1969 foi nomeada conselheira do então ministro
da Justiça, no ano seguinte tornou-se a primeira mulher secretária-geral do
Conselho Superior da Magistratura. Em 1974 chegaria o convite que marcou a sua
carreira política.
Europeísta convicta
Alguns sobreviventes do Holocausto
“ficaram para sempre esmagados pela imensa catástrofe. Outros demonstraram uma
energia incrível, como se o facto de terem filhos ou dedicarem-se a uma
profissão constituísse uma espécie de vitória sobre o nazismo, como se
quisessem que os seus pais desaparecidos tivessem orgulho neles. Simone Veil
pertencia sem dúvida a estes últimos”, escreveu Serge Klarsfeld, amigo e
presidente da Associação de Filhos e Filhas dos Judeus Deportados de França,
citado pelo Le Monde.
Mas a experiência do Holocausto tornou
também Simone Veil numa europeísta convicta. “A Europa arrastou por duas vezes
o mundo inteiro para a guerra. Ela deve encarnar agora a paz”, era uma das suas
favoritas, recorda o Libération. A pedido de Giscard d'Estaing
concorre às primeiras eleições europeias e acaba por assumir a presidência do
Parlamento Europeu. Jacques Delors, futuro presidente da Comissão Europeia,
recorda que entre o entusiasmo desses dias iniciais da integração europeia
Simone Veil “demonstrou ter uma qualidade rara, a do discernimento”,
sublinhando sempre as dificuldades do caminho.
Regressaria ao Governo francês em 1993,
mas seria no Conselho Constitucional, a mais alta instância judicial, que
passaria a última década da sua vida activa. Acumulou distinções – a Legião de
Honra, a Academia Francesa, a presidência da Fundação para a Memória da Shoah.
Nos últimos anos, a idade e a doença foram-na afastando da vida pública, mas
não do imaginário dos franceses, que continuavam a considerá-la uma das figuras
políticas mais populares.
“Continuo a acreditar que vale sempre a
pena batermo-nos por qualquer coisa. Digam o que disserem, a humanidade está
hoje mais suportável do que no passado”, afirmou há alguns anos ao Libération.
“Acusam-me de ser autoritária. Mas só me arrependo de não me ter batido por
esta ou aquela questão”.
quarta-feira, 28 de junho de 2017
O comboio do Luxemburgo - os refugiados judeus que Portugal não salvou em 1940
No Dia Mundial dos Refugiados, recordamos a recente obra de Irene Pimentel e Margarida Magalhães Ramalho: "O Comboio do Luxemburgo - Os refugiados judeus que Portugal não salvou em 1940" (A Esfera dos Livros)
#WorldRefugeeDay #Refugiados
Mais informação sobre o livro:https://goo.gl/Uh9dZX
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Relações Internacionais
domingo, 25 de junho de 2017
A Verdadeira Origem da crise financeira e o futuro da economia global
Neste
livro excepcional, o ex-ministro grego das Finanças no governo do Syriza, Yanis
Varoufakis, um dos maiores expoentes antiausteridade na Europa, destrói o mito
de que a regulamentação dos bancos é ruim para a saúde económica. Com rigor e
profundidade, ele demonstra como a ganância global do sector financeiro foi a
principal causa da última crise económica. Para ilustrar, Varoufakis recorre à
imagem mitológica do Minotauro: uma monstruosidade financeira que não deveria
existir e, por tal motivo, vive reclusa em um labirinto, exigindo periódicos
sacrifícios dos humanos. Após a bulimia que causou o colapso de 2008 – uma
crise pior que a Grande Depressão de 1929 e mais dramática internacionalmente
que a crise do petróleo nos anos 1970 –, a besta se reergue levantando junto
novas dúvidas: como os principais responsáveis pela crise saíram ainda mais
poderosos? O que levou os Estados a torrarem suas reservas e comprometerem seus
orçamentos para salvá-los? Varoufakis explica com clareza a falência deste complexo
sistema que nos jogou na presente crise. E mais do que identificar o caminho
deste processo kafkiano, aponta as saídas para reintroduzir a racionalidade
numa ordem económica altamente irracional, jogando luzes neste labirinto
histórico no qual se encontram não apenas os gregos, mas também todo mundo,
inclusive os brasileiros.
Um
escritor lúcido e cativante que faz críticas astutas ao modelo económico que
causou o colapso financeiro e a amarga recessão mundial. Seu argumento tem uma
envergadura ambiciosa. – The Times
Um
livro espirituoso. O Minotauro Global é uma besta económica mantida enjaulada
só pela constante movimentação mundial de dinheiro via Wall Street. – The New Yorker
Um
ciclo económico está chegando ao fim. Ele começou no início dos anos 1970 com o
nascimento do que Varoufakis chamou de “Minotauro Global”, o monstro motor que
fez a economia mundial funcionar entre o começo dos anos 1980 até 2008. - Slavoj Zizek
O livro
é uma daquelas publicações raríssimas que podemos dizer ser urgente, oportuna e
absolutamente necessária. - Terry Eagleton
Sobre
o autor
Yanis
Varoufakis é um economista académico e blogueiro, greco-australiano, nascido em
24 de março de 1961 em Atenas, na Grécia.
Realizou
seus estudos superiores nas universidades de Essex e Birmingham, no Reino
Unido, entre 1978 e 1987, mantendo em paralelo ativa militância política.
Lecionou em importantes instituições de ensino superior britânicas,
destacando-se nas áreas de Economia Política e Teoria dos Jogos, até se radicar
na Austrália, em 1987, onde obteve cidadania.
Retornou à Grécia em 2000. Tornou-se professor
da Universidade de Atenas e ativo membro da esquerda do Partido Socialista
Pan-helénico (Pasok), com o qual rompeu devido à guinada ideológica da
agremiação que resultou no desastroso governo do primeiro-ministro Georgios
Papandreu. Com o estouro da crise económica global, em 2008, Varoufakis passou
a ser uma das vozes mais firmes contra as políticas de austeridade. No seu blog, intitulado Thoughts for the
post-2008 world (hospedado no endereço yanisvaroufakis.eu), criticou ferozmente
as medidas governamentais que puniram populações mais carentes.
Filiou-se na Coligação da Esquerda Radical
(Syriza), colaborando com os esforços contrários às medidas de austeridade que
foram particularmente perversas na Grécia.
No
início de 2015, foi eleito membro do parlamento grego e logo convidado pelo PM Alexis
Tsipras para ocupar o cargo de ministro das Finanças, enquanto seu país vivia
às voltas com a asfixia económica promovida pela troika – como é conhecido o
grupo formado pela Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco
Central Europeu.
Sem
o apoio do resto do governo para enfrentar as imposições da troika, deixou o
governo na esteira da vitória do “não” na famosa consulta popular realizada em
5 de julho de 2015, quando os gregos se recusaram a aprofundar as medidas de
austeridade impostas pelas autoridades europeias.
Nas
eleições antecipadas de setembro de 2015, resolveu não integrar o seu antigo
partido e apoiou deputados da recém-criada Unidade Popular (um racha anti
austeridade do Syriza).
Convicto
de que a solução para a crise europeia não será resolvida isoladamente por cada
país, Varoufakis empenhou-se nos últimos meses na construção do Democracy in
Europe Movement 2025, o DiEM (diem25.org/), uma iniciativa pan-europeia,
horizontal e em rede que visa democratizar o continente ao longo dos próximos
dez anos, lutando ao lado dos movimentos sociais contra a extrema-direita
nacionalista e a tecnocracia da atual União Europeia.
O Minotauro Global – A Verdadeira Origem Da Crise Financeira E O Futuro Da Economia Global, de Yánis Varoufákis.
Ver artigo sobre esta obra em http://www.outraspalavras.net/outroslivros/para-entender-o-coracao-da-crise/
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