quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Discurso de Hitler (Dezembro de 1941)

Há setenta anos e três dias - a 11 de dezembro de 1941 - Adolf Hitler fez um discurso perante o Reichstag para declarar guerra aos Estados Unidos da América. Um discurso impressionante a vários títulos, permanentemente mudando de estilo e de sentido, quase como se fosse da autoria de alguém com divisão de personalidade.
É sempre perturbante pensar ou escrever ou falar sobre Hitler, e perturbante também lê-lo, por aquilo que esperamos e por aquilo que não esperamos.Há setenta anos e três dias - a 11 de dezembro de 1941 - Adolf Hitler fez um discurso perante o Reichstag para declarar guerra aos Estados Unidos da América. Um discurso impressionante a vários títulos, permanentemente mudando de estilo e de sentido, quase como se fosse da autoria de alguém com divisão de personalidade.
É sempre perturbante pensar ou escrever ou falar sobre Hitler, e perturbante também lê-lo, por aquilo que esperamos e por aquilo que não esperamos. O discurso de há setenta anos e três dias tem, por exemplo, várias invocações à "Divina Providência", à "vontade de Deus", agradecimentos ao "Senhor do Universo" que surpreenderão quem tiver ouvido dizer (por exemplo ao atual Papa) que Hitler era uma espécie de descrente. Não era nada disso, como sabe quem se informou, mas mesmo assim a recorrência da retórica religiosa no seu discurso é notória.
Impressionam mais ainda, porém, as passagens em que Hitler tenta fazer passar a imagem de um homem razoável, inclinado a negociar, desejoso de paz, citando agora um tratado assinado, um pouco depois um discurso de um político estrangeiro. Parece quase um político normal, este homem, articulando os seus artifícios, escondendo as suas reais intenções, recorrendo à dupla linguagem, como fazem ainda hoje muitos políticos.
A sonolência dessas passagens não nos prepara para os momentos em que Hitler verdadeiramente perde (aos nossos olhos) a tramontana. Quando se dirige aos homens do Reichstag e lhes pergunta "o que é a Europa, meus deputados"? Aí, lança-se numa longa e rebarbativa passagem que é o Hitler que esperaríamos que ele fosse: um homem obcecado por questões de raça e de sangue, completamente levado por um torvelinho de teorias marteladas sucessivamente sobre judeus e negróides, persas e helénicos, normandos e anglo-saxões, de que fala com tanta verve que é como se os seus fantasmas estivessem ali com ele.
(Em vez disso, com ele estavam homens assombrados pelos mesmos fantasmas. Dois dias depois, Goebbels decidiu explicar que as palavras do seu Führer "não eram palavras vãs" e que implicavam "a destruição dos judeus", que iriam "pagar com as suas próprias vidas". E disse-o em público. Sabendo das consequências, é impossível pensar nisso sem sentir um frio na espinha.)
Uma parte do seu discurso de que eu nunca tinha ouvido falar é uma narrativa paralela em que Hitler compara a sua vida com a do presidente Roosevelt (Franklin Delano), a partir da coincidência de terem chegado ao poder no mesmo ano. Hitler rebaixa-se, faz questão de dizer que era um zé-ninguém, um soldado raso, um morto de fome, quando comparado com Roosevelt, que tinha nascido no meio da riqueza, estudado nas melhores universidades, sido beneficiado com os melhores empregos.
Tudo isso é apenas preparação para um ataque às políticas económicas de Roosevelt. Aí aparece um Hitler anti-keynesiano. Ambos os países, a Alemanha e os EUA, tinham milhões de desempregados e as finanças públicas em desordem em 1933, alega Hitler, que se gaba de ter resolvido ambos os problemas. Quanto a Roosevelt, acusa ele, "aumentou enormemente a dívida do seu país, desvalorizou o dólar, perturbou a economia... o New Deal deste homem foi o maior erro jamais cometido por alguém... num país europeu a carreira deste homem teria terminado num tribunal por desperdiçar o tesouro público, e dificilmente evitaria uma pena por gestão criminosa e incompetente".
Já na altura os EUA tiveram bastante sorte em ter um Roosevelt em vez de um Hitler. E ainda bem que ninguém se lembrou (então) de proibir o keynesianismo, nem de levar políticos a tribunal por políticas de expansão da economia.

Rui Tavares in PÚBLICO de 14.12.11

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Na Síria... mais crimes contra a Humanidade!

A ONU pede ação para conter a violência na Síria que já matou mais de 5 mil pessoas.

A Alta comissária dos Direitos Humanos reuniu-se com Conselho de Segurança, a portas fechadas, nesta seguda-feira; ela se disse alarmada como relatos de aumento de operações militares na cidade de Homs.

A alta comissária de Direitos Humanos das Nações Unidas, Navi Pillay, pediu à comunidade internacional que tome medidas urgentes para evitar uma situação de violência sectária na Síria.

Segundo Pillay, “várias fontes estão alertando para a iminência de um grande ataque militar à cidade de Homs”, onde se concentram muitos opositores do presidente Bashar al-Assad. O país árabe está enfrentando protestos por democracia desde meados de março.
Nesta segunda-feira, Navi Pillay reuniu-se com membros do Conselho de Segurança e afirmou que o número de mortos pela violência política já ultrapassa 5 mil.

No encontro, à porta fechada em Nova York, Pillay disse que não tem como confirmar os relatos de uma operação iminente, mas segundo ela as indicações são críveis.

O Escritório de Direitos Humanos foi informado de que centenas de tanques e armamentos pesados foram enviados a Homs, nos últimos dias. Trincheiras foram construídas ao redor da cidade e dezenas de postos de controle foram instalados na região.

A alta comissária disse que há imagens de vídeo mostrando corpos nas ruas, prédios crivados de bala e tanques do exército em áreas residenciais. Mas segundo Pillay, não é possível atestar a veracidade das imagens. O governo sírio proibiu a entrada de uma Comissão de Inquérito da ONU ao país afirmando que a decisão de investigar a violência era “tendenciosa e 100% política.”

Entre as vítimas da violência na Síria estão civis e militares desertores que se negaram a atirar em civis.

A alta comissária da ONU afirmou temer que a repressão aos manifestantes, em breve, coloque a Síria numa situação de guerra civil.

Lembrou que o governo sírio está a ignorar a reprovação internacional sobre o que está ocorrendo no país.

A alta comissária pediu ao presidente al-Assad que publicamente “dê uma ordem para que as suas forças de segurança não cometam violações dos direitos humanos em Homs”. Fez esta declaração após uma entrevista à rede americana ABC na qual Assad afirmou jamais “ter dado ordens às suas forças para matar civis.”

Navi Pillay pediu ao Conselho de Segurança que fale “com uma só voz” e tome “medidas urgentes e decisivas” para proteger os sírios.

Segundo ela, foram cometidos crimes contra a Humanidade no país.

Fonte: RÁDIO ONU

Cooperativas agrícolas - a chave para reduzir a fome e a pobreza



Cooperativas: oportunidade para o pequeno agricultor

As ação das cooperativas agrícolas são um importante mecanismo de garantia da segurança alimentar e redução da pobreza. Elas beneficiam diretamente o pequeno agricultor ao aumentar seu poder de negociação e a capacidade de compartilhar recursos, informam a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e o Programa Mundial de Alimentos (WFP). As três agências lançaram no dia 31 de outubro o Ano Internacional das Cooperativas 2012 (IYC, na sigla em inglês), em Nova York.

As agências ressaltaram que não se deve subestimar a importância das cooperativas para vida dos agricultores e suas famílias. Fortalecidos dentro de um grupo maior, os agricultores têm condições de negociar contratos melhores e preços mais justos para insumos como sementes, fertilizantes e equipamentos. Além disso, as cooperativas oferecem condições que os agricultores dificilmente aproveitariam individualmente, como a garantia do direito à terra e melhores ofertas de mercado.

Desde associações de pequeno porte até em contratos milionários em escala global, as cooperativas operam em todos os setores da economia, contam com mais de 800 milhões de associados e garantem 100 milhões de empregos no mundo - 20% a mais do que as empresas multinacionais. Em 2008, as 300 maiores cooperativas do mundo movimentaram cerca de U$ 1,1 trilhão, cifra comparável ao PIB (Pruto Interno Bruto) de muitas economias de grande porte.

Cooperativas: pilar do desenvolvimento agrícola e da segurança alimentar

O setor agrícola, que inclui também silvicultura, pesca e pecuária, é a principal fonte de renda e emprego nas áreas rurais, onde a maior parte da população pobre e faminta vive. Ao gerar emprego no campo, as cooperativas desempenham um papel importante no apoio aos pequenos produtores - homens e mulheres - e grupos marginalizados.

As cooperativas oferecem oportunidades de mercado ao pequeno produtor, formação na gestão de recursos naturais, acesso à informação, tecnologia, inovação e serviços de extensão agrária. Em muitos países, a FAO oferece sementes de qualidade e fertilizantes aos produtores e cooperativas agrícolas e trabalha em conjunto na aplicação de práticas agrícolas mais sustentáveis e produtivas.

O FIDA trabalha com as cooperativas agrícolas locais no Nepal, em centros de desenvolvimento de cabras, que ajudam os agricultores a criar mercados para o abastecimento e criação de alta qualidade. Por meio da iniciativa Compras para Progresso (P4P, em inglês), o Programa Mundial de Alimentos e seus parceiros trabalham com organizações de pequenos agricultores em 21 países para ajudá-los a produzir excedentes, aumentar o acesso ao mercado e melhorar a renda.

Assim, o pequeno agricultor pode garantir a própria subsistência e a segurança alimentar das comunidades, além de aumentar sua participação na economia e ajudar a cobrir a demanda crescente por alimentos nos mercados locais, nacionais e internacionais.

No Brasil, as cooperativas foram responsáveis por 37,2% do PIB agrícola e de 5,4% do PIB nacional em 2009, garantindo cerca de U$ 3,6 bilhões em exportações. Em Maurício, as cooperativas representam mais de 60% da produção nacional no setor alimentar. No Quénia, as cooperativas de poupança e crédito têm ativos de U$ 2,7 bilhões, cerca de 31% da poupança bruta nacional.

Apoio às cooperativas agrícolas: o IYC e o futuro

As três agências da ONU irão promover o crescimento das cooperativas agrícolas:

Apoiando iniciativas para entender melhor o funcionamento das cooperativas e avaliar seu impacto no desenvolvimento económico e na vida do pequeno agricultor. Um exemplo é a base de dados da FAO de boas práticas em inovações institucionais;

Apoiando as cooperativas na formação de redes que permitam aos agricultores reunir ativos e competências para superar barreiras de mercado e outras limitações como a falta de acesso aos recursos naturais;

Auxiliando governos na implementação de políticas, leis e projetos que levem em consideração as necessidades de homens e mulheres no campo e criem um ambiente adequado para o crescimento das cooperativas agrícolas;

Fortalecer o diálogo e a cooperação entre governos, cooperativas agrícolas, comunidade internacional de pesquisadores e representantes da sociedade civil para avaliar as melhores condições de desenvolvimento das cooperativas no mundo.

Durante 2012 e nos anos subsequentes, as agências estarão comprometidas no apoio às cooperativas, consideradas um modelo de negócio viável e adaptável às necessidades das comunidades rurais dos países em desenvolvimento.


Fonte: Site da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) by fernandacamilo

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Make a better place for you and for me

Um dos excelentes trabalhos de Michael Jackson! Em todos os aspectos!

Que fantástica mensagem!


There's a place in your heart and I know that it is love
And this place could be much brighter than tomorrow
And if you really try you'll find there's no need to cry
in this place you'll feel there's no hurt or sorrow

There are ways to get there if you care enough
for the living make a little space make a better place

heal the world make it a better place for you and for me
and the entire human race there are people dying
if you care enough for the living
Make a better place for you and for me

If you want to know why there's a love that can not lie
Love is strong it only cares of joyful giving if we try
we shall see in this bliss we can not feel fear or dread
we stop existing and start living

then it feels that always love's enough for us growing
so make a better world make a better world . . .

Heal the world make it a better place for you and for me
and the entire human race there are people dying
if you care enough for the living
make a better place for you and for me

And the dream we were conceived in will reveal
a joyful face and the world we once believe in
will shine again in grace then why do we keep
strangling life wound this earth crucify its soul
Though it's plane to see this world in eavenly in god's glow

We could fly so high let our spririts never die
In my heart I feel you are all my brothers
Create a world with no fear togheter we'll cry happy tears
see the nations turn their swords into plowshares

We could really get there if you cared enough
for the living make a little space to make a better place . . .

Heal the world make it a better place for you and for me
and the entire human race there are people dying
if you care enough for the living
make a better place for you and for me

Heal the world make it a better place for you and for me
and the entire human race there are people dying
if you care enough for the living
make a better place for you and for me

 

Good Planet!

domingo, 11 de dezembro de 2011

Olhem bem para esta imagem

Vi esta foto que a Isabel colocou no Facebook e que aqui publico:


Tal como ela diz, “se não houvesse tudo o resto a desfavor do massacre de Touros (vulgo tourada)”, humana e cientificamente condenado, “esta imagem bastaria para que se abolisse IMEDIATAMENTE esta tortura ignominiosa perpetrada por psicopatas”.

Com este NOJO, digo eu, este TERROR e HORROR, esta CRUELDADE e SADISMO perpetrado por gente má, muito má e desumana.

Uma revolta!

Nem tenho palavras para dizer o que sinto e o que me vai na alma, de tão doloroso que é (sempre) ver mais uma vez um destes pobres seres a sofrer, assim, perante os cobardes que isto fazem e os cobardes que disto gostam e isto aplaudem. Impunemente.

Nojo, nojo! Tenho nojo desta gente e irei combatê-los até acabar este terror!

Compreendo que haja cada vez mais pessoas a dizer que nunca pensaram em matar ninguém mas que o fariam em certas situações...

Digam-me, por favor, que fazer com estes monstros e estes assassinos? Os que estão na arena e isto fazem, os que estão nas bancadas a ver e a aplaudir, os que estão na assembleia da república e Governo e com eles continuam a pactuar,  os que vêem este espectáculo de terror em certos canais televisivos ou compram revistas próprias… os que de forma ignorante e abusiva buscam na tradição e na História a defesa de desumanidades, seja contra animais humanos ou não humanos…

Não podemos continuar a ver isto e ficar indiferentes!

A INDIFERENÇA de muita gente continua a permitir este e outros horrores!

A INDIFERENÇA CONTINUA A DEFENDER AS TOURADAS.



ESTA IMAGEM DIZ TUDO O QUE AS PALAVRAS JAMAIS CONSEGUIRÃO DIZER, PORQUE NÃO HÁ PALAVRAS PARA TAMANHO SADISMO E TAMANHA CRUELDADE!

OLHEM BEM PARA ESTA IMAGEM.

OLHEM COM OLHOS DE VER.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Dia Internacional dos Direitos Humanos

Hoje, 10 de Dezembro, dia em que comemoramos o Dia Internacional dos Direitos Humanos, um trabalho simples mas muito elucidativo da Amnistia Internacional.



Junta-te a nós nesta luta!


Numa Humanidade cada vez mais ameaçada pela fome, pela guerra, pelo ódio e pela vingança, pelo individualismo e pela indiferença, pela tortura e pelas agressões constantes à paz e harmonia entre os povos, é importante fazermos deste dia, mais uma vez, um dia de reflexão sobre OS DIREITOS HUMANOS e sobre o que cada um de nós, verdadeiramente, tem feito ou pode fazer para que eles sejam respeitados e levados à prática.

Sugestão de leituras sobre este tema:
http://dre.pt/comum/html/legis/dudh.html
http://www.gddc.pt/direitos-humanos/index-dh.html
http://www.dhnet.org.br/direitos/textos/oquee/index.html
http://www.netprof.pt/netprof/servlet/getDocumento?id_versao=18233
http://www.netprof.pt/netprof/servlet/getDocumento?id_versao=16473