domingo, 22 de janeiro de 2012

Para compreender a linguagem financeira

Achei muito interessante esta publicação no ABC de PPM. De facto, considero cada vez mais necessário que o dito cidadão "comum" tenha um entendimento razoável, mínimo que seja, de assuntos sobre Finanças e Economia. Por razões óbvias, claro!
E a Comunicação Social, sem dúvida, é o grande manual, a grande lição e a grande escola para esse cidadão.
Aqui fica.

Tive hoje a oportunidade de assistir a uma conferência na Universidade de Osaka, em que o orador era o holandês Joris Luyendijk, jornalista e autor de obras recentes sobre as mudanças que o sector da comunicação social está a viver na actualidade. É também o autor de um dos blogues do The Guardian, chamado ‘The Joris Luyendijk Banking Blog – Going Native in the World of Finance’. A intenção do blogue é explicar ao cidadão comum a complexa linguagem do sector financeiro, através do testemunho daqueles que vivem e trabalham no mundo financeiro dia após dia.
Luyendijk salientou que na sua perspectiva hoje vive-se uma guerra entre os políticos e os mercados financeiros. O problema surge quando o nível de responsabilização daqueles que actuam no mercado financeiro é muito menor do que aqueles que actuam nos palcos políticos democráticos. Outro problema surge para a comunicação social, todos sabem que político entrevistar dependendo da problemática que está a ser discutida. Porém quem é que dá a cara pelos mercados financeiros? Normalmente os actores financeiros escondem-se entre influentes firmas de Relações Públicas e não são obrigados a prestar declarações nem a justificarem-se perante os cidadãos do país onde actuam.
Fica aqui a recomendação da leitura da obra aclamada de Luyendijk em inglês "Hello, Everybody!" (UK) or “People Like Us” (US).

in http://abcdoppm.blogs.sapo.pt/

sábado, 21 de janeiro de 2012

Talking about REVOLUTION

Deputados da Assembleia da República optaram por ser carrascos

Aqui ou em qualquer lugar, um carrasco é sempre um carrasco. E o rosto e o olhar de um carrasco é sempre um rosto e um olhar como o deste carrasco.

Ontem, na Assembleia da República esteve em causa o futuro dos Touros e dos Cavalos, em Portugal, baseado numa exigência ética, que se quer para um país civilizado e culto.

Discutia-se uma Petição com mais de sete mil assinaturas de Portugueses conscientes de viverem na modernidade, e em que se pedia a Abolição das Touradas em Portugal, que como se sabe é um acto sádico, medieval e covarde mascarado de “tradição”.

Ontem, deveria optar-se entre a VIDA e a TORTURA. Condenar-se-ia os Touros e os Cavalos ao massacre e ao sofrimento? Ou deixá-los-iam viver em liberdade, como é de seu direito? Essa era a grande questão.

Ontem, os deputados da Nação decidiram.

CARRASCOS OU LIBERTADORES dos Touros e dos Cavalos?

Ontem, para meu grande espanto, os deputados optaram por ser CARRASCOS.

Em nome de quê? Obviamente em nome do lobby económico (ao qual se rendem vergonhosamente) e da ignorância.

Durante vinte minutos, ouviu-se da boca dos representantes dos seis partidos com assento parlamentar, uma enxurrada de “nadas” que envergonhou Portugal e os Portugueses cultos.

Isabel Aguincha (PSD) centrou-se na liberdade individual. Podemos então maltratar um ser vivo quando nos der na gana.

Gabriela Canavilhas (PS), que todos sabemos ser uma aficionada ferrenha, e que está a marimbar-se para a Cultura, pensa que a liberdade da diversidade é que é, ainda que essa liberdade vá contra a liberdade de outros seres vivos, como o de terem o direito à VIDA.

Teresa Anjinho (CDS-PP) mais valia estar calada, porque só desprestigiou o partido que representa e Portugal. A actividade económica e a questão jurídica estão acima de qualquer valor humano. A VIDA que se lixe.

Paulo Sá (PCP), nem foi carne nem peixe. Estão abertos à reflexão, mas não à proibição. O que resumindo, não é nada. Então para quê reflectir? Mas não admira nada, com os antecedentes de tortura deste partido. O que mudou desde Staline?

Heloísa Apolónia (PEV) entende que a tauromaquia é CULTURA, mas é coisa que pode mudar. O que é importante é conhecer a violência no espectáculo... Como se toda a gente já não soubesse que a tourada é um dos espectáculos com maior VIOLÊNCIA. Mais valia estar calada.

Catarina Martins (BE) mostrou-se claramente contra a Tourada. Foi o único partido que o fez. Estão ao lado dos peticionários, e a Tourada é algo que deve acabar. Sim. Vamos à luta. É uma exigência ética.

Para ouvir as suas palavras o BE disponibilizou este vídeo na Internet:


Depois de ouvir o que ouvi, fiquei cheia de VERGONHA. Exceptuando o Bloco de Esquerda, que se abeirou do bom senso, os restantes partidos demonstraram uma mediocridade cultural estarrecedora.

Em nenhuma intervenção (à excepção do BE) se discutiu o SOFRIMENTO DOS ANIMAIS, que para os nossos deputados não deve ter qualquer importância, o que demonstra uma falta de sensibilidade atroz.

Vinte minutos de pobreza mental. Como podemos estar entregues a gente tão inculta, tão insensível, tão ignorante?

Ignorantes, sim. Nada sabem de Biologia, de Ética, de Antropologia, de Anatomia, de Sofrimento. E dizem-se doutores, frequentaram universidades. São os “senhores deputados”. Mas optaram por ser CARRASCOS. Em vez de defenderem o que é prestigiante para Portugal, defenderam o que o coloca no charco.

Não tiveram a CORAGEM CÍVICA de defender os valores da Cultura Culta, mas tão só os seus próprios gostos e interesses pessoais.

Eu tenho de dizer francamente: pensava que o meu País estivesse em mãos de gente lúcida e com exigências éticas. Gente culta e iluminada. Mas ENGANEI-ME redondamente.

Venceu a MEDIOCRIDADE.

Para finalizar, não resisto a transcrever o que disse o Professor Paulo Borges (do PAN – Partido dos Animais e da Natureza), acerca do que ontem se passou na Assembleia da República, e que subscrevo inteiramente:

«Os deputados eleitos pelos portugueses manifestaram-se hoje (ontem) maioritariamente a favor da continuação das touradas em Portugal e mesmo os que assumiram ser contra nada fizeram de concreto para avançar com um projecto-lei contra elas. Os que falaram de cultura e liberdade do homem omitiram a escravidão e o sofrimento de um animal como nós, inteligente e senciente. Com isto mostraram ser coniventes com o crime moral de torturar animais inocentes para gozo e embrutecimento de uma minoria humana e mostraram ser completamente indiferentes à ética, à ciência, ao progresso da civilização e ao desprestígio internacional de Portugal. Os portugueses que tirem as devidas conclusões acerca de quem os representa. Eu já tirei as minhas há muito tempo.»

E eu também.

Portugal está na cauda da Europa. E continuará na cauda da Europa com estes deputados, mentalmente cegos, que ainda não saíram da Idade Média, a (des)governá-lo.

A TOURADA cairá em Portugal, como está a cair nos restantes oito países. É uma questão de tempo (pouco). Isto é um dado adquirido. Queiram ou não os deputados da Nação. Ou pretendem ficar “orgulhosamente sós” na sua mediocridade, enquanto o mundo evolui?

Ontem venceu a IGNORÂNCIA.

Em breve vencerá a LUCIDEZ.


Obrigada, Isabel Ferreira.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

JFK - mataram-no a seguir

Absolutamente de acordo com Tiago Mesquita quando, hoje, no seu blogue (do EXPRESSO), diz:.

"Foram precisos vários tiros de espingarda para calar este senhor. A verdade é que ele mexeu com quase tudo o que estava instituído. Pior, mexeu com tudo aquilo que não se vê, com o negro, com o sórdido. E remexeu de tal forma nos poderes instalados, ocultos e nebulosos que ainda hoje se desconhece quem esteve por detrás do seu assassinato. Os cubanos, a mafia, os russos, a própria CIA, banqueiros e grandes fortunas no estrangeiro que ele insistia em querer taxar, todos juntos, enfim.
Há versões de todo o género e para todos os gostos.
Nunca se vai saber. Foi feito para ser assim, um segredo que estava destinado a morrer com ele.
Agora o fascinante, verdadeiramente arrepiante, é ouvir este discurso e perceber que este senhor continua a ser um dos políticos que maior visão, coragem, e que estranhamente, ou não, mantém um discurso actual que na altura lhe foi fatal.

Tudo o que ele disse na altura é verdade e aplica-se aos dias de hoje.

Foi o seu último discurso. E que discurso! Depois, mataram-no.

Já não há políticos assim. Infelizmente."

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Canção para regressar

Gosto muito deste trabalho de Pedro Barroso! Grande compositor, poeta e cantor.

Celebremos as diferenças

Dos melhores trabalhos que já vi sobre a necessidade, a urgência e a importância de nos respeitarmos TODOS, apesar das diferenças que possam existir entre nós.
No texto principal que orgulhosamente publico, de um blogue que sigo, poderão confirmar tudo isto e verificar a categoria do mesmo e a EXCELENTE MENSAGEM QUE CONTÉM, sobretudo para os dias de HOJE.

Acabemos com os estereótipos, com a segregação, o racismo, o bullying... 

Celebremos as diferenças!

"I´M HUMAN!"

Para saber mais:

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Se os povos da Europa não se levantarem

  
 
<>Se os povos da Europa não se levantarem, os bancos trarão o fascismo de volta. <><>
No momento em que a Grécia é colocada sob a tutela da Troika, que o Estado reprime as manifestações para tranquilizar os mercados e que a Europa prossegue nos salvamentos financeiros, o compositor Mikis Theodorakis apela aos gregos a combater e alerta os povos da Europa para que, ao ritmo a que as coisas vão, os bancos voltarão a implantar o fascismo no continente. 
 
Entrevistado durante um programa político popular na Grécia, Theodorakis advertiu que, se a Grécia se submeter às exigências dos chamados "parceiros europeus" será " o nosso fim quer como povo quer como nação". Acusou o governo de ser apenas uma "formiga" diante desses "parceiros", enquanto o povo o considera "brutal e ofensivo". Se esta política continuar, "não poderemos sobreviver … a única solução é levantarmo-nos e combatermos”.
Resistente desde a primeira hora contra a ocupação nazi e fascista, combatente republicano desde a guerra civil e torturado durante o regime dos coronéis, Theodorakis também enviou uma carta aberta aos povos da Europa , publicada em numerosos jornais… gregos. Excertos:
"O nosso combate não é apenas o da Grécia, mas aspira a uma Europa livre, independente e democrática. Não acreditem nos vossos governos quando eles alegam que o vosso dinheiro serve para ajudar a Grécia. (…) Os programas de "salvamento da Grécia" apenas ajudam os bancos estrangeiros, precisamente aqueles que, por intermédio dos políticos e dos governos a seu soldo, impuseram o modelo político que conduziu à actual crise. Não há outra solução senão substituir o actual modelo económico europeu, concebido para gerar dívidas, e voltar a uma política de estímulo da procura e do desenvolvimento, a um proteccionismo dotado de um controlo drástico das Finanças. Se os Estados não se impuserem aos mercados, estes acabarão por engoli-los, juntamente com a democracia e todas as conquistas da civilização europeia. A democracia nasceu em Atenas, quando Sólon anulou as dívidas dos pobres para com os ricos. Não podemos autorizar hoje os bancos a destruir a democracia europeia, a extorquir as somas gigantescas que eles próprios geraram sob a forma de dívidas.   Não vos pedimos para apoiar a nossa luta por solidariedade, nem porque o nosso território foi o berço de Platão e de Aristóteles, de Péricles e de Protágoras, dos conceitos de democracia, de liberdade e da Europa. (…) Pedimos-vos que o façam no vosso próprio interesse. Se autorizarem hoje o sacrifício das sociedades grega, irlandesa, portuguesa e espanhola no altar da dívida e dos bancos, em breve chegará a vossa vez. Não podeis prosperar no meio das ruínas das sociedades europeias. Quanto a nós, acordámos tarde mas acordámos. Construamos juntos uma Europa nova, uma Europa democrática, próspera, pacífica, digna da sua história, das suas lutas e do seu espírito. Resistamos ao totalitarismo dos mercados que ameaça desmantelar a Europa transformando-a em Terceiro Mundo, que vira os povos europeus uns contra os outros, que destrói o nosso continente, provocando o regresso do fascismo".