terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Aprovado por unanimidade! Ninguém na Assembleia da República contestou!

Sala do Parlamento (Portugal)


Mão amiga fez-me chegar este email:



Aprovado por unanimidade!Ninguém na Assembleia da República contestou!
E os culpados foram os reformados, que estiveram numa Guerra Colonial sem sentido nenhum. Que estiveram no 25 de Abril e que lutaram para que cada um tivesse um futuro melhor sem terem que continuar a emigrar…
Esta geração que agora está no poder,  agradece penhoradamente  e retribui com esta prenda. Transferência dos fundos descontados pelos empregados agora “grisalhos” para o aumento das regalias e benesses dos "meninos" da assembleia da republica e afins!
Muito obrigado. Ao menos isso.
Quem disse que não há consenso entre os políticos? Isto sim, é um "fartar vilanagem"! E o que fazemos? 
Caladinhos que nem ratos...Se calhar, é isto mesmo que nós merecemos!
É ou não possível haver unanimidade? É, sim, senhor. Foram eles os beneficiários!
A notícia é mesmo verdadeira e vem no Diário da República. 
O orçamento para o funcionamento da Assembleia da República foi já aprovado em 25 de Outubro passado. Fomos ver e notámos logo. Contudo, já sem surpresa, que as despesas e os vencimentos previstos com os deputados e demais pessoal aumentam para 2014.

Mais uma vez, como é já conhecido e sabido, a Assembleia da República dá o mau exemplo do despesismo público e, pelos vistos, não tem emenda.

O orçamento para o funcionamento da Assembleia da República para 2014 prevê um aumento global de 4,99% nos vencimentos dos deputados, passando estes de 9.803.084 € para 10.293.000,00 €.

Mais estranho ainda é a verba relativa aos subsídios de férias de Natal que, relativamente ao orçamento para o ano de 2013, beneficia de um aumento de 91,8%, passando, portanto, de 1.017.270,00 € no orçamento relativo a 2013 para 1.951.376,00 € no orçamento para 2014 (são 934.106,00 € a mais em relação ao ano anterior!).

Este brutal aumento não tem mesmo qualquer explicação racional. Ainda assim, fomos consultar a respetiva legislação para ver a sua fórmula de cálculo e não vimos nenhuma alteração legal desde o ano de 2004, pelo que não conseguimos mesmo saber as causa e explicação para tal.

Basta ir ao respetivo documento do orçamento da Assembleia da República para 2014 e, no capítulo das despesas, tomar atenção à rubrica 01.01.14. Está lá para se ver.

as despesas totais, com remunerações certas e permanentes com a totalidade do pessoal, ou seja, os deputados, assistentes, secretárias e demais assessores, ao serviço da Assembleia da República, aumentam 5,4%, somando o total € 44.484.054.

Os partidos políticos também vão receber em 2014, a título de subvenção política e para campanhas eleitorais, o montante de € 18.261.459.

Os grupos parlamentares ainda recebem uma subvenção própria de 880.081,00 €, sendo a subvenção só para despesas de telefone e telemóveis a quantia de 200.945,00 €.

É ver e espantar!

Caso tenham dúvidas, é só consultarem o D.R. 1.ª Série, n.º 226, de 21/11/2013, relativo ao orçamento de 2014, e o D.R. 1.ª Série, n.º 222, de 16/11/2012, relativo ao orçamento de 2013.

Em situações limite, há unanimidade. Ai não, que não há! 

Ninguém, na Assembleia da República, da direita à extrema-esquerda, contestou.  

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