quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Reflexão sobre o erro

Toda a minha obra pode ser entendida como uma reflexão sobre o erro. Sim, sobre o erro como verdade instalada e por isso suspeitosa, sobre o erro como deturpação intencional de factos, sobre o erro como ilusão dos sentidos e da mente, mas também sobre o erro como ponto necessário para chegar ao conhecimento.

«Nesta compilação (...) oferece-se um amplo repertório de palavras suas [de José Saramago] extraídas exclusivamente de jornais, revistas e livros de entrevistas (...) num leque cronológico que abrange a segunda metade dos anos setenta e vai até Março de 2009. Os extractos seleccionados foram obtidos a partir de um vasto corpus de declarações publicadas em países muito diversos: Portugal, Espanha, Brasil, Itália, Inglaterra, Estados Unidos, Argentina, Cuba, Colômbia, Peru... (...). Este é, enfim, um livro dos muitos possíveis que se poderiam apresentar sob a orientação que o anima e é, ainda assim, uma obra aberta, que não se esgota na literalidade que aqui é adoptada, com a vontade, não obstante, de esboçar uma arquitectura ideológico-social saramaguiana idónea, de dar consistência a uma identidade precisa.»


Soy un grito de dolor e indignación”, ABC (Suplemento El Semanal), Madrid, 7-13 de Janeiro de 2001. In José Saramago nas Suas Palavras, Fundação José Saramago.

Sr. Bruno Carvalho, tenha vergonha!

Já não há pachorra para aturar este indivíduo!  Um indivíduo tão malcriadamente desafiador do bom senso, tão arrogantemente agar...