sábado, 12 de outubro de 2013

Malala




O recente discurso de Malala nas Nações Unidas tem um enorme significado. Malala era já um símbolo da luta pelo direito à educação. Desde os 11 anos que escrevia diariamente um blog e passou a ser muito conhecida como ativista, desde que a BBC lhe deu divulgação. O atentado que sofreu, em Outubro de 2012, dirigiu-se às suas ideias e à sua luta, pois que entre 2003 e 2009, na Região onde vivia, no Paquistão, as meninas haviam sido proibidas de frequentar a escola. Malala nunca se conformou com essa proibição e utilizou um meio poderoso para combatê-la: o seu pensamento e a sua palavra. Foi por isso que foi baleada. Sobreviveu e mantém a mesma vontade inabalável. A iniciativa das Nações Unidas de convidar Malala a discursar na Assembleia da Juventude no dia dos seus 16 anos é de saudar. As suas palavras ecoaram pelo mundo e revelam bem como é sentida a sua determinação e como é profundo o seu pensamento. Todos sabem da força da educação e da cultura, como sabem da força da palavra. Por isso é que tem sido tão frequente nas ditaduras a decisão de proibir a educação e a liberdade de expressão. E Malala mostrou saber isto quando disse que os extremistas têm medo dos livros e têm medo também das mulheres, fazendo um apelo aos dirigentes dos Países para garantirem às crianças o seu dierito à educação. Estima-se que haja 57 milhões de crianças e 69 milhões de adolescentes do sexo feminino, privados de frequentar a escola. Claro que o facto de ser uma rapariga a protagonizar esta luta é ainda mais notável. É um chamamento dirigido aos poderes constituídos, com repercussões ainda mais fortes porque os excluídos se identificam com a autora dos escritos e das comunicações. E Malala, que é já uma heroína, apela a valores nobres, da não-discriminação, mas também da tolerância, como fez Mandela, outro grande herói do nosso tempo. A sua frase “uma criança, um professor, um livro, uma caneta, podem mudar o mundo!” percorreu as rádios, as televisões e as redes sociais. Corre agora na Internet uma petição para que Malala seja candidata ao Prémio Nobel da Paz. Creio que será de inteira Justiça! Bem-hajas Malala pela tua energia, pelo teu entusiasmo e pelo teu exemplo!

 
Um artigo da Dra. Dulce Rocha


Discurso de Malala na ONU:

 
 

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