sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Debate sobre tauromaquia

... NA TVI - 31 DE OUTUBRO


Para começar gostaria de lembrar o que disse Charles Darwin, o homem que mais conviveu com animais não humanos:


«Não há diferenças fundamentais entre o homem e os animais nas suas faculdades mentais. Tanto os animais, como os homens, demonstram sentir prazer, dor, felicidade e sofrimento».

Na próxima Segunda-feira, dia 31 de Outubro, no programa «Você na TV», na TVi, realizar-se-á um debate sobre Tauromaquia.

Pela luta anti-tourada estarão presentes o Comendador Tomé de Barros Queiroz, presidente da Sociedade Protectora dos Animais, o Dr. Vasco Reis, médico veterinário, e o Professor Paulo Borges, da Universidade de Lisboa, grande defensor da causa animal, e presidente do PAN (Partido pelos Animais e pela Natureza).

Do lado pró-tourada estão confirmados os administradores do site TouroeOuro.com, o Secretário-Geral da PróToiro, Dr. Diogo Costa Monteiro e o Prof. Doutor Joaquim Grave.

Deste debate espera-se que se esclareça, de uma vez por todas, algumas das questões mais pertinentes relacionadas com este espectáculo que não dignifica o ser humano, nem o povo português, nem Portugal, nem o ser não humano que é sacrificado, num ritual obscuro e primitivo – o Touro.

As principais questões poderão ser as seguintes:

*** O MASSACRE DE TOUROS onde a tortura, a crueldade, o sadismo e a impiedade imperam será:


ARTE?

FESTA?

PATRIMÓNIO?

CULTURA?



*** Será um espectáculo que imprime DIGNIDADE ao ser dito humano, que nele participa, ou ao Touro, um mamífero superior, cujas entranhas são de todo semelhantes à do homem, e portanto sofrerá horrores às mãos dos seus carrascos?

*** Que se diga se um Touro, tal como TODOS os outros animais vertebrados e com sistema nervoso central não sente DOR, quando é bárbara e covardemente torturado.

*** Que se diga se o Touro não sente MEDO, FOME, SEDE, tal como qualquer animal humano.

Os pró-tourada baseiam-se em três argumentos que caem pela sua fragilidade:


TRADIÇÃO (que não é argumento) porque uma tradição só sobrevive se acompanhar a evolução de mentalidades;


CULTURA (algo demasiado sangrento para ser cultura);


E ARTE (a arte da tortura, do fazer sangrar, da crueldade e da morte).

Também se espera, que nesta questão sejam envolvidas as seguintes entidades que, neste momento, além de serem CÚMPLICES do MASSACRE DE TOUROS em Portugal, são SUBMISSAS ao lobby tauromáquico, o que não deixa de ser um acto indigno de subserviência, que poderá ficar para a História.


O GOVERNO PORTUGUÊS (que não cumpre o seu papel).


OS DEPUTADOS DA NAÇÃO (que têm medo de se pronunciarem).


O PRESIDENTE DA REPÚBLICA (que se remete ao silêncio, quando devia interferir)


A IGREJA CATÓLICA (que “abençoa” os Massacres, não cumprindo com as suas funções cristãs)


A ORDEM DOS MÉDICOS VETERINÁRIOS (que despreza a Ética que os levaram a abraçar esta profissão)


A COMISSÃO NACIONAL DA UNESCO (que ainda não tomou uma posição pública definitiva, apenas fez uma Declaração em 1980)


OS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL (que dão cobertura à violência e à tortura de um ser vivo)


DOM DUARTE PIO DE BRAGANÇA (que ainda promove as Touradas Reais, muito tempo depois do Marquês de Pombal as ter proibido)


E TODOS OS QUE DIRECTA OU INDIRECTAMENTE SE ENVOLVEM NESTES MASSACRES: CLUBES, MARCAS E ASSOCIAÇÕES DE SOLIDARIEDADE.



Victor Hugo dizia que a proteção dos animais faz parte da moral e da cultura dos povos.


Se estas entidades nada fizerem no sentido da ABOLIÇÃO DO MASSACRE DE TOUROS EM PORTUGAL, os seus nomes e as suas caras ficarão para sempre ligadas a esta barbárie, como gente que não soube proteger a Moral e a Cultura do seu povo.

Isabel A. Ferreira