domingo, 1 de julho de 2018

Fernando Rosas alerta para o perigo do conhecimento sem cultura





O historiador Fernando Rosas alerta para a “desculturalização do conhecimento”, promovida pelas novas tecnologias, e considera que “a substituição do Homem pela máquina só se resolve no quadro de uma sociedade socialista”.


Fernando Rosas, autor, entre outras obras, de "Portugal Século XX: Pensamento e Ação Política” (2004), faz estas declarações a encerrar o novo volume, a si dedicado, da série “Fio da Memória”, de autoria de José Jorge Letria, editada pela Guerra e Paz.
Esta série publica entrevistas a personalidades da cultura, contando com títulos dedicados à escritora Lídia Jorge, ao maestro Álvaro Cassuto, ao cineasta António-Pedro Vasconcelos, ao catedrático de filosofia Manuel Maria Carrilho, ou o ensaísta Eduardo Lourenço.
No último capítulo do novo volume, intitulado “Nas Minhas Velhas Convicções de Militante Socialista”, o historiador comenta que quando alguém quer saber quem foi Vladimir Lenine (1870-1924), político que liderou os sucessivos Governos russos desde o derrube da monarquia, em 1917, até 1924, resolve o problema de “telemóvel em punho”.
Rosas afirma que “há uma ‘desculturalização’ do conhecimento” e, noutro capítulo da obra, numa resposta a Letria, argumenta que “nada substitui o livro e o papel”, referindo que, no atual contexto, “há é uma desistência da leitura, da reflexão crítica e da controvérsia”.
O historiador Fernando Rosas, de 72 anos, é apontado pelo escritor José Jorge Letria como um exemplo de como o combate político se tornou “numa intensa e apaixonada carreira académica” na historiografia.
Licenciado em Direito, pela Universidade de Lisboa, Rosas “constitui um exemplo de como o combate político, que implicou detenções nas prisões da ditadura, mas também a experiência da clandestinidade, acabou por se converter numa intensa e apaixonada carreira académica que lhe permite falar da História como uma paixão e do pensamento político como uma porta aberta para o que há de vir e que ninguém sabe ao certo o que será e como irá ser”.
Nesta conversa, colocada em letra de forma, Fernando Rosas dá conta de como o seu avô materno, Filipe Mendes, um republicano, o influenciou, tendo-se tornado militante do Partido Comunista Português (PCP) aos 15 anos e, mais tarde, depois da Revolução de Abril, militante do MRPP e diretor do seu órgão oficial, o jornal Luta Popular, “num tempo turbulento e violento”, escreve Letria.
Sobre si, afirma Fernando Rosas: “Nasci com a política à mesa”. E recorda os brindes de natal, em que o avô finalizava com “Viva a República, viva a liberdade”, ou como a casa da sua tia Cândida Ventura, funcionava como apoio aos militantes clandestinos do PCP.
No texto sobre as suas “velhas convicções de militante socialista”, o autor regressa às teorias de Karl Marx, filósofo sobre qual nota assistir-se “uma pujança editorial” de trabalhos sobre o pensador.
Considerando “muito importante”, no contexto social atual, “a substituição do Homem pela máquina”, Rosa afirma que esta questão “só se resolve no quadro duma sociedade socialista, ou seja, só se resolve "no quadro da coletivização dos meios de produção", e quando se puder “planear os meios de produção para que o inevitável e necessário progresso da máquina traga ao Homem mais tempo de lazer e de bem-estar e não o desemprego e a miséria”.
Uma questão, argumenta, que “tem tudo a ver com o capitalismo e com a superação do capitalismo”.
“A coletivização tem de ter poder sobre os meios de produção, para que possa programar em seu proveito o progresso da técnica”, defende.




Governo aumentou em mais de 50% os vencimentos de 3 membros do Conselho de Auditoria do Banco de Portugal




Ah, para estes já há dinheiro!...
Que pouca vergonha, Sr. Costa e Sr. Centeno! Que deceção! Que falta de Ética Política!
Infelizmente, há muita gente que não sabe destas "decisões". Continua o lema "jobs for the boys"...
Leiam. Leiam e divulguem*.



O Governo nomeou os três novos membros do Conselho de Auditoria do Banco de Portugal, aumentando o vencimento dos responsáveis em mais de 50%.
A notícia foi avançada pelo "Jornal de Negócios" e confirmada pela agência Lusa com o despacho de nomeação dos novos membros do Conselho de Auditoria, publicado esta sexta-feira em Diário da República e assinado pelo secretário de Estado Adjunto das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, e com os despachos de nomeação dos membros anteriores, assinados pela ex-ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque.
Os novos membros do Conselho de Auditoria do BdP são Nuno Fernandes, 'dean' (diretor) da Católica Lisbon School of Business and Economics (faculdade de Economia e Gestão), e Margarida Vieira de Abreu, investigadora e professora do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), que assumem os cargos de presidente e vogal, respetivamente.
António Gonçalves Monteiro mantém-se como vogal, mas na qualidade de revisor oficial de contas. É 'partner' da sociedade de revisores oficiais de contas da Moore Stephens, revisor oficial de contas da Câmara Municipal de Lisboa e presidente do conselho fiscal da Estamo - Participações Imobiliárias.
Os três responsáveis iniciaram a 01 de maio o mandato, que tem a duração de três anos.
"Pelo exercício das respetivas funções, é devida ao presidente e aos vogais do conselho de auditoria uma remuneração mensal, paga doze vezes ao ano, correspondente a 1/6 [um sexto] da remuneração mensal ilíquida fixada, respetivamente, para o governador e para os administradores do Banco de Portugal", lê-se no despacho de nomeação dos novos membros.
Isto significa que Nuno Fernandes receberá 2.821,14 euros ilíquidos, segundo a informação publicada pelo BdP para o salário do governador (16.926,82 euros brutos mensais),acima dos 1.602,37 euros brutos mensais que recebia João Costa Pinto, o ex-presidente do Conselho, que é economista e desempenhou várias funções no BdP (incluindo o cargo de vice-governador).
O despacho da ex-ministra das Finanças não refere se as remunerações seriam pagas a 12 ou a 14 meses, mas assumindo que é paga também em 12 vezes, isto representa um aumento de 76% na remuneração do presidente do Conselho de Auditoria.
Segundo o Negócios, os novos vogais vão receber 2.468,50 euros por mês. Assim, António Gonçalves Monteiro, que se mantém como vogal na qualidade de revisor oficial de contas, receberá mais 866,13 euros por mês (54%).
Já Margarida Vieira de Abreu receberá mais do dobro (1,05%) do que a anterior vogal Ana Paula Serra, que ocupava a mesma posição e que auferiu 1.201,78 euros ilíquidos mensalmente.
Confrontado pelo Jornal, o Ministério das Finanças disse apenas que "a remuneração (bruta) dos membros do Conselho de Auditoria do BdP foi aproximada da remuneração (bruta) auferida pelos membros das comissões de fiscalização dos outros supervisores financeiros".

*Notícia publicada no JN de 4.05.2018

sábado, 30 de junho de 2018

Marcelo Rebelo de Sousa e Donald Trump





Nesta crónica do PÚBLICO de hoje, diz-se que "Marcelo deu uma lição de História a Donald Trump".

Keep calm! Marcelo falou da nossa História "à sua maneira", pecando por omissão acerca de certos factos e de certos contextos que nos relacionam (PORT/EUA).

Apetece-me dizer: "Olhe que não, Dr Marcelo, olhe que não" foi bem assim!

Recorde-se, a título de exemplo, a posição dos EUA face ao Estado Novo, particularmente, durante a guerra colonial que Portugal travou contra os movimentos de libertação africanos.

Enfim...




Nazaré Oliveira

sexta-feira, 29 de junho de 2018

A Rússia e o mundial de Futebol - 2018




A Rússia e o Mundial da Vergonha, manchado com sangue de inocentes, mais uma vez.
FIFA, UEFA... Ninguém sabia? Ninguém soube disto? Ninguém condenou?
Pobres animais nas mãos desta corja humana que fechou os olhos a este massacre.
E os jogadores? As seleções?
Tudo calado. Tudo calado.
Tudo embriagado com a bola, com os milhões, com a aparente normalidade, com a hipocrisia política e social tão sub-repticiamente escondida à custa de um acontecimento desportivo que se quis organizar, nem sempre em nome do espírito do Desporto, nem sempre em nome de um desejo de Paz e Concórdia entre as nações, nem sempre em nome da Verdade que a todo o custo se esconde.
Crueldade  e massacre no campeonato mundial de futebol, como se o futebol valesse mais do que estas vidas.



Nazaré Oliveira


quinta-feira, 28 de junho de 2018

Rita Blanco - exemplo a seguir




Rita Blanco

Grande mulher, grande ativista pela causa animal (e não só)!
Quer em novelas quer em anúncios, aparece sempre com os seus cães (todos adotados).
Dá a cara, dá o exemplo.
Assim fossem todas as figuras (ditas) públicas.
Obrigada, Rita, do fundo do coração.

Nazaré Oliveira

Ricardo Salgado & Cª Lda.



Incrível!
Desde a promoção a generais, de militares cuja responsabilidade no caso do assalto às armas de Tancos ainda não foi VERDADEIRAMENTE apurada e apresentada ao povo/ao país, até ao caso Casa Pia e outros que tais, mais este caso Salgado... 

Em liberdade. 

Que horror! Onde pára a Justiça? Onde está o Estado de Direito? A Constituição?
Parece mentira...

Continuamos a ter um país com muita gente de memória curta, especialmente, aqueles que têm funções e responsabilidades políticas e institucionais.

Quando empossados nos cargos, todos juram cumprir com toda a honra e lealdade as funções que lhe são confiadas, no entanto, que temos visto?
Impunidades, perdões fiscais, apadrinhamentos, compadrios...
Fingem que não vêem. Fingem que não sabem.
Até o povo!


Nazaré Oliveira