domingo, 23 de abril de 2017

Pena suspensa para um criminoso que enterrou viva "a sua" cadela?



Condenado a pena SUSPENSA ... POR ENTERRAR VIVA A "SUA" CADELA?
Leiam a notícia toda. Leiam.
Que se devia fazer a um tipo como este?
A forma como a tratou, doente, incapacitada, indefesa, num sofrimento terrível? Que Justiça é esta? Que monstruosidade e que monstro este que a Justiça acaba por não punir?
Pobre animal! 
Chorei ao ler esta notícia... Que te fez este criminoso, cadelinha? E com que crueldade e requintes de malvadez te tratou...
Esse criminoso é dono do restaurante Barco do Sado, na localidade da Carrasqueira. Divulguem.

Nazaré Oliveira



Um homem foi condenado a uma pena suspensa de um ano e quatro meses de prisão depois de o tribunal ter dado como provado que enterrou viva a sua cadela velha e doente. Apesar de ter sido resgatado, o animal acabou por não resistir e morreu duas semanas mais tarde. A veterinária que o tentou tratar disse nunca ter assistido a um caso tão grave.
husky encontrava-se infectada por uma doença parasitária, uma dirofilariose ou "verme do coração", em que larvas transmitidas por mosquitos se acabam por alojar nas artérias pulmonares e no coração. Trata-se de uma patologia que exige repouso e cuidados. O construtor civil de 53 anos, que se recusou a comparecer ao julgamento e foi condenado à revelia no passado dia 6 de Abril no Tribunal de Grândola, negou ao PÚBLICO ter maltratado Big, que ele e a mulher, proprietária de um restaurante na zona da Comporta, no distrito de Setúbal, criaram.

O caso remonta a Janeiro do ano passado, quando Teresa Campos, fundadora da associação local Focinhos, de defesa dos animais, recebeu uma denúncia anónima por telefone a relatar que há vários dias que se ouvia um cão a uivar nas traseiras do restaurante Barco do Sado, na localidade da Carrasqueira. Meteu-se a caminho e chamou a GNR. Já tinha anoitecido quando deu com o recinto ao ar livre vedado e com uma porta trancada bloqueada por blocos de cimento, atrás da qual estava Big, deitada numa poça de lama, praticamente sem reacção. “O animal estava prostrado sem conseguir mover-se em estado caquético de magreza extrema, em delírio e hipotérmico”, devido ao frio e à chuva, descreve a sentença. Como o dono tinha “escavado uma pequena cova e colocado lá dentro o animal com vida”, só conseguia levantar ligeiramente a cabeça.

“Uivava de dor e aflição”
“Para que o corpo ficasse preso colocou-lhe [em cima] uma grelha em ferro e um bloco de cimento”, concluiu a sentença, que acolheu quase por inteiro a acusação. Ignora-se quantos dias ali ficou sem água e sem comida, escreveu a juíza responsável pela condenação. Antes de ser resgatada “uivava de dor e aflição”.
“Parecia um trapo velho e teve de ser tosquiada por causa dos parasitas externos”, descreveu ao PÚBLICO Teresa Campos, que improvisou uma maca e a cobriu com uma manta antes de a levar para o veterinário. O dono, que apareceu entretanto, “não demonstrou qualquer preocupação” com o estado do bicho, diz também a sentença: “Afirmou que se encontrava ali porque estava à espera de o mandar abater”. Durante as duas semanas em que resistiu à morte no Hospital Veterinário da Arrábida a cadela nunca reagiu a estímulos nem se alimentou voluntariamente. Como apresentava danos neurológicos sérios e dificilmente conseguiria recuperar acabou por ter de ser abatida.

Em Portugal há todos os anos mais de 1200 animais vítimas de maus tratos, refere ainda a sentença. “Não podem defender-se sozinhos, ficando reféns dos homens e da sua crueldade. São traídos por aqueles em quem mais confiam, e ainda assim nunca deixam de ser leais”. Para o tribunal, a actuação do construtor civil para com o animal deixou patente uma deformação da própria personalidade. “Ao invés de lhe proporcionar cuidados de saúde e nutrição, tratou-o cruelmente com o claro propósito de lhe causar lesões, dor e sofrimento ao privá-la totalmente da possibilidade de se mover, de alimento, água e cuidados médicos”, determinou a juíza.
O arguido diz-se injustiçado, mas afirma que não tentará recorrer da sentença, que o obriga a pagar à fundadora da Focinhos a conta do hospital veterinário e ainda a entregar 250 euros à associação. Alega que os militares da GNR que acorreram às traseiras do restaurante inventaram um cenário que nunca existiu.

Não a levou ao veterinário por receio que a matassem

“Se há pessoa que gosta de animais sou eu. É completamente mentira que se ouvissem os uivos, porque o animal já nem ladrava. E não estava tapado com nenhuma grade de ferro. Tinha era um buraco na areia, onde se recolhia”. O homem garante também que nunca colocou os blocos de cimento em cima do animal que Teresa Campos assegura ter visto: “Isso foi inventado por gente doente da cabeça. Li o que escreveram sobre o assunto a delegada de saúde e a GNR e é completamente falso.” Questionado sobre as razões pelas quais não levou ao veterinário a cadela doente, que ele próprio refere que “já mal comia”, o construtor civil responde que temia que a abatessem sem a sua autorização. 

O tribunal proibiu-o ainda, como pena acessória, de ter animais de companhia durante três anos, o que cria um problema: com o casal moram ainda outro cão e um gato. “O gato não está registado e é do meu filho”, equaciona o arguido, antes de se enfurecer: “Isto é alguém que me quer mal. Mas nunca pensem em vir buscar este cão, que anda comigo quase 24 horas por dia. Senão… aí já mexem comigo.”


Sr. Bruno Carvalho, tenha vergonha!

Já não há pachorra para aturar este indivíduo!  Um indivíduo tão malcriadamente desafiador do bom senso, tão arrogantemente agar...