domingo, 1 de março de 2015

A Alemanha esqueceu-se que teve perdão de dívida pública em 62% (fez este ano 61 anos!)



Foi há 61 anos, feitos na passada sexta-feira, que a Alemanha teve perdão de dívida pública de mais de 62%.

Mais de 62%  do perdão das dívidas!

Entre os países que isto decidiram, e com estas condições, estão a Espanha, a Grécia e a Irlanda.


O Acordo de Londres foi assinado a 27 de Fevereiro de 1953


E para que a memória não se apague, que é o que muitos andam a tentar fazer ultimamente, aqui fica a lembrança:


A 27 de fevereiro de 1953, 20 países, entre eles Grécia, Irlanda e Espanha, decidiram perdoar mais de 60% da dívida da Alemanha (República Federal ou Alemanha ocidental)
O tratado, assinado em Londres, foi determinante para o país se tornar numa grande potência económica mundial e num importante aliado dos Estados Unidos durante as décadas da Guerra Fria contra a antiga União Soviética.

O perdão da dívida, que na prática foi uma extensão e reforço das ajudas financeiras diretas do Plano Marshall, liderado pelos Estados Unidos, permitiu aos alemães reduzirem substancialmente o fardo da dívida contraída antes e depois da Segunda Guerra Mundial.~

Segundo uma análise de Éric Toussaint, historiador e presidente do Comité para a Anulação da Dívida do Terceiro Mundo, "a dívida antes da guerra ascendia a 22,6 mil milhões de marcos, incluindo juros. A dívida do pós-guerra foi estimada em 16,2 mil milhões

No acordo assinado em Londres a 27 de fevereiro de 1953 estes montantes foram reduzidos para 7,5 mil milhões e 7 mil milhões respetivamente. Isto equivale a uma redução de 62,6%", explica o perito.

"O acordo estabeleceu a possibilidade [por parte da Alemanha] de suspender pagamentos e renegociar as condições caso ocorresse uma mudança substancial que limitasse a disponibilidade de recursos", diz o historiador.

A Alemanha beneficiou ainda de uma medida excecional que, em alguns casos, permitiu reduzir taxas de juro cobradas ao país em cinco pontos percentuais.

Outro historiador, desta feita o alemão Albrecht Ritschl, confirmou que existiu de facto um perdão de dívida gigantesco ao país, que no caso do credor Estados Unidos foi quase total. 
"Em 1953, os Estados Unidos ofereceram à Alemanha um haircut, reduzindo o seu problema de dívida a praticamente nada", disse em entrevista à revista Spiegel, em 2011.

O "Acordo sobre as Dívidas Externas Alemãs" foi assinado entre a Alemanha Federal e 20 países. Foram eles: Bélgica, Canadá, Ceilão (hoje Sri Lanka), Dinamarca, França, Grécia, Irão, Irlanda, Itália, Liechtenstein, Luxemburgo, Noruega, Paquistão, Espanha, Suécia, Suíça, África do Sul, Reino Unido, Estados Unidos e a antiga Jugoslávia.

Pode ler o acordo de Londres aqui, no site oficial do governo inglês:https://www.gov.uk/government/publications/agreement-on-german-external-debts-london-2721953



In  DINHEIRO Vivo 28/02/2013



Também podem ler o artigo seguinte, muito interessante, sobre a posição de Tsypos, atual PM grego, sobre a posição atual da Grécia face à posição atual da Alemanha autoritária merkeliana.


O braço de ferro entre o primeiro-ministro grego e a Europa continua. Agora Alexis Tsipras revelou que pretende reclamar à Alemanha cerca de 162 mil milhões de euros referentes a indemnizações da Segunda Guerra Mundial.
«A Grécia tem a obrigação moral para com o seu povo, para com a sua História e para com todos os povos europeus que lutaram e deram o seu sangue contra o nazismo», afirmou o político na apresentação do programa de governo no Parlamento.
Um pedido que já foi negado em tempos pela Alemanha, mas que Tsipras decidiu reclamar mais uma vez tendo em vista um provável abatimento da dívida grega. O valor exigido, cerca de 162 mil milhões de euros, representa quase a metade da dívida pública da Grécia, estimada em 315 mil milhões de euros.
«A Grécia não pode ser um país civilizado se milhões tiverem fome», afirmou Tsipras, que revelou que pretende reabrir a televisão pública ERT e voltar a ter o 13.º mês para reformas abaixo de 700 euros.
«Se não mudarmos a Europa, a extrema-direita irá fazê-lo», referiu no seu discurso, um discurso que procurou no entanto abrir portas de diálogo com a mesma Europa.
«Não queremos ameaçar a estabilidade na Europa. O nosso objectivo é chegar a uma solução com os nossos parceiros, uma solução que resulte para todos

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