sábado, 7 de fevereiro de 2015

Os falsos moralistas de Angola





A telenovela angolana transmitida na Televisão Pública de Angola (TPA), Jikulumessu – Abre o Olho, viu a sua emissão ser suspensa por alegadas “razões técnicas” nesta semana. Mas, segundo li, o grande motivo terá sido um beijo entre um casal homossexual, pelos vistos, o primeiro da história da televisão pública angolana, emitido no episódio do passado dia 28 de Janeiro.
O beijo foi trocado entre as personagens Carlos Nambe (Pedro Hossi), um homem casado, e Gerson Cange (Lialzio Almeida), um jovem solteiro. 

Que cinismo este!
Senhores governantes angolanos: choca-vos um beijo de amor entre dois homens? A mim, choca-me (cada vez mais) a miséria a que votastes o vosso povo, comparada com o luxo e opulência em que vive essa casta de políticos à imagem do seu presidente e família.

Um povo humilde e trabalhador que em vós confiou pós descolonização mas que desde então tem vivido numa sociedade tão desigual quanto corrupta, onde o contraste entre governantes e governados é já um quadro desolador de uma ditadura que já mal se vai camuflando.

Uma vergonha, esta atitude, estes falsos princípios e valores morais a que já nos habituaram todos os ditadores que têm surgido ao longo da História!

E foi esta gente que lutou contra o colonialismo? Que lutou por uma Angola livre e soberana? Uma Angola dos angolanos e não de algumas famílias de angolanos?

Rápido se esqueceram dos ideais que os mobilizaram para a luta armada iniciada em 1961. Rápido se esqueceram dos milhares que tombaram por uma Angola Livre.
Livre dos opressores.
Dos opressores que sempre foram, também, déspotas e falsos moralistas.



Nazaré Oliveira

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